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COMUNICAR ERROO Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,99%, aos 66.134,97 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 66.502,26 pontos e a mínima de 65.453,97 pontos. O giro financeiro, que somou R$ 5,72 bilhões, foi o menor da semana.
Em entrevista exclusiva à Agência Estado, Mantega disse que não acredita que o IOF desestimulará as ofertas públicas iniciais (IPOs) de empresas locais. Segundo ele, o apetite dos investidores estrangeiros está relacionado com o crescimento da economia e com a lucratividade das empresas.
Para um operador consultado, o encontro do presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, com Mantega não deve fazer o ministro mudar sua posição, pelo menos por enquanto. "Não ficaria bem o ministro mudar de decisão, embora fosse bom para o mercado. Acredito que Mantega analisará as repercussões para depois tomar alguma medida. Não acredito que ele vá isentar de IOF a aplicação em Bolsa, mas poderá abrandar a operação", avaliou.
Outro profissional ressaltou que, passado o susto com o anúncio do IOF feito na segunda-feira, o mercado está se acomodando. "A tendência de alta continua. O mercado estava precisando realizar lucro há algum tempo e, com o IOF, ele fez isso de uma forma abrupta, mas não se sustentou e voltou a subir", disse. Ele ressaltou que os dados de emprego positivos no Brasil, os bons resultados de empresas nos EUA e as informações vindas China também pesaram no comportamento da Bolsa.
Na primeira parte dos negócios, os dados econômicos da China provocaram certa cautela. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 8,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 9,1% esperados pelo mercado. Também houve receio entre os investidores em relação ao desmonte, no país, das medidas econômicas de enfrentamento da crise. Com isso, os índices acionários asiáticos caíram e as bolsas europeias fecharam em baixa ao redor de 1%.
No Brasil, o noticiário manteve-se positivo. A taxa de desemprego de setembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em 7,7% em setembro, ante 8,1% em agosto, abaixo do piso das expectativas dos analistas. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) não surpreendeu e manteve a Selic (a taxa básica de juros) em 8,75% ao ano.
Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com valorização de 1,33%, aos 10.081,31 pontos. O S&P500 subiu 1,06%, aos 1.092,91 pontos, e o Nasdaq terminou a sessão com valorização de 0,68%, aos 2.165,29 pontos.
Na Bovespa, as ações da Vale PNA subiram 2,45%, a R$ 41,70, e os papéis ON tiveram alta de 1,76%, a R$ 46,92. O banco Merrill Lynch prevê, em relatório, que o preço dos papéis da Vale pode subir 15% em 2010, e outros 15% em 2011. Outra notícia favorável para a mineradora é que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reiterou que o governo estuda a possibilidade de criar uma seguradora de crédito às exportações para conter a volatilidade do dólar e reduzir os custos das vendas externas em situações de crise.
Petrobras PN subiu 0,82%, a R$ 37,00, enquanto as ações ON subiram 0,37%, a R$ 43,16, apesar da queda do petróleo. Em Nova York, o barril com vencimento em dezembro caiu 0,22% e fechou a US$ 81,19, por causa de um movimento de realização de lucros.
Na safra de balanços do terceiro trimestre de empresas brasileiras, Usiminas, GVT e Natura divulgaram seus resultados hoje. O lucro líquido da Usiminas veio acima do projetado por analistas, de R$ 454 milhões no terceiro trimestre de 2009. As ações da siderúrgica abriram em alta e começaram a cair depois de a companhia anunciar em teleconferência com analistas um recuo na previsão de vendas de aço neste ano, de 5,9 milhões de toneladas para 5,8 milhões de toneladas. Usiminas PNA fechou com queda de 0,42%, a R$ 51,99, e as ações ON tiveram baixa de 0,22%, a R$ 49,39.
A GVT, que está avaliando propostas de venda de seu controle para a francesa Vivendi ou para a espanhola Telefônica, informou lucro e receita recorde no trimestre. A companhia encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 57,2 milhões, ante um prejuízo de R$ 14,8 milhões no 3º trimestre de 2008. Já a receita líquida foi de R$ 442,3 milhões, um crescimento de 27,3% sobre os R$ 347,4 milhões registrados no mesmo período de 2008. Os papéis ON da empresa fecharam com leve alta de 0,04%, a R$ 49,52.
A Natura obteve no terceiro trimestre deste ano lucro líquido consolidado de R$ 190,2 milhões, o que representa uma alta de 19,1% ante os R$ 159,7 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 1,054 bilhão, um crescimento de 15,9% em relação ao terceiro trimestre de 2008. Na Bolsa, suas ações caíram 2,67%, a R$ 32,50.

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