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22/10/2009 - 20h51

Mantega não se compromete com revisão do IOF

Brasília - O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, se reuniu hoje com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas não conseguiu reverter a decisão do governo de taxar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) as aplicações de estrangeiros em renda fixa e variável. Segundo Edemir, a conversa foi "muito boa", o ministro "foi sensível" aos problemas apresentados, mas não se comprometeu com prazos para tomar alguma decisão.

"O ministro foi muito atento, ouviu as explicações, mas não deu prazo para tomar uma decisão. Ele disse que vai estudar todas as medidas. Ele está atento. Acredito que o ministro está com um volume de informações suficientes para tomar a decisão", disse Edemir Pinto, que ficou por cerca de duas horas na sede do ministério da Fazenda. "É difícil dizer que decisão ele tomará", acrescentou.

O presidente da Bolsa disse que apresentou ao ministro pedido para que a taxação sobre o mercado de capitais seja totalmente revertida. Mas também sugeriu que, caso Mantega não queira voltar atrás na medida como um todo, pelo menos retire o IOF das emissões primárias (IPOs) e secundárias de ações.

Outra proposta apresentada pelo executivo, com caráter de médio e longo prazo, é que o governo trabalhe para permitir que as garantias depositadas na Bolsa possam ser depositadas no exterior. Segundo ele, há um estoque de garantias, vinculadas às operações de derivativos e opções de ações, que poderiam ser deixadas fora do País, contribuindo para conter o impacto das operações do mercado financeiro na cotação do câmbio.

Segundo Edemir Pinto, a taxação do IOF é negativa para o mercado de capitais porque pode levar à migração de operações do Brasil para a Bolsa de Nova York. Apesar de ter saído de mãos vazias do Ministério da Fazenda, Edemir disse que Mantega foi atento à exposição e mostrou "comprometimento com o desenvolvimento do mercado de capitais".

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