

IMPRIMIR
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COMUNICAR ERROEssa retração do dólar ante o real é um ajuste ao comportamento de queda que teve a moeda norte-americana ontem, ao final da tarde, no mercado futuro, quando as transações com a moeda à vista já estavam encerradas. Excluído esse efeito, a perspectiva é de que o dólar caminhe próximo à estabilidade, com pequena baixa, acompanhando de perto o rumo do mercado internacional de moedas.
Segundo operadores, o impacto inicial da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas entradas de capital estrangeiro para aplicações em renda fixa e bolsa já foi absorvido. Eles ressaltam que os números mostraram uma compra expressiva de dólares nos contratos derivativos de câmbio nos últimos pregões. Ontem à noite, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) divulgou que no primeiro pregão de vigência de IOF, no dia 20, o saldo de capital estrangeiro ficou negativo em R$ 1,262 bilhão. No dia, o índice Bovespa (Ibovespa) recuou 2,88%, para 65.303,11 pontos, após ter atingido a maior pontuação desde 17 de junho do ano passado no pregão anterior.
Ainda assim, os especialistas seguem afirmando que a tendência de fluxo positivo de recursos para o País e de consequente valorização do real não foi interrompida e acreditam que o dólar voltará a buscar a marca de R$ 1,70 no curto prazo. Atestando essas perspectivas, ontem, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) divulgou dados mostrando que o Brasil registrou o maior crescimento de linhas de crédito internacionais entre os mercados emergentes e o sexta maior do mundo. O mercado financeiro brasileiro está na expectativa de que o governo adote mais medidas para conter a valorização cambial e, portanto, pode vir a segurar a marca de R$ 1,70 por um bom tempo, segundo profissionais de mercado.

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