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COMUNICAR ERROCom o ambiente externo positivo esta manhã, o mercado não deverá se deixar abater pela perspectiva de manutenção da taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na renda variável para capital estrangeiro. Como já era esperado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não cedeu ontem ao pedido do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, de alterações na medida, como a retirada do IOF das emissões primárias (IPOs) e secundárias de ações. Apesar das pressões para que o governo altere a regra de taxação do IOF, a tendência é tentar manter a medida sem alterações pelo menos até o fim deste ano. Essa é a orientação definida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, embora sensível às argumentações do setor financeiro, defende que a medida seja testada por mais tempo.
No primeiro dia da cobrança do IOF para capital estrangeiro, terça-feira, dia 20, a Bovespa teve saída de R$ 1,262 bilhão em capital externo. Naquele dia, o Ibovespa fechou em baixa de 2,88%, para 65.303,11 pontos. Mesmo com essa saída, o superávit externo acumulado em outubro até dia 20 ainda é elevado, R$ 3,757 bilhões. No ano, até a mesma data, o volume de entradas estrangeiras é de R$ 21,764 bilhões.
A saída de recursos estrangeiros no dia 20 não assustou os analistas, pois eles argumentam que os investidores estavam sob o primeiro impacto negativo da medida. "Mas se persistirem saídas grandes de recursos, aí sim o mercado vai se assustar", disse um operador. Por isso, o fluxo diário de capital externo está sendo monitorado. Ontem, o giro negociado foi considerado bom, de R$ 5,7 bilhões.
Além de olhar os balanços, os investidores aguardam o resultado, às 12 horas, dos dados de vendas de imóveis usados nos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas registram avanço superior a 1%, sem sucumbir à queda de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no terceiro trimestre, contrariando expectativas de fim da recessão técnica no país. Os investidores preferiram focar os dados positivos apresentados na Alemanha (o índice IFO de confiança empresarial subiu a 91,9 em outubro) e na França (gastos do consumidor aumentaram 2,3% em setembro e PMI do setor privado atingiu 58,4 em outubro), que reforçam a confiança na recuperação da zona da euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda).
A alta dos metais, dando continuidade aos ganhos da semana, contribuem para a valorização de 1,66% da Bolsa de Londres, e deve ter efeito positivo também na Vale e nas siderúrgicas nacionais. O petróleo retoma a trajetória de alta e era negociado acima de US$ 81 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) eletrônica.

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