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COMUNICAR ERROCom o euro se sustentando acima de US$ 1,50 e as bolsas asiáticas e europeias mostrando dia de ganhos, a despeito do fechamento ruim em Nova York na sexta-feira, a perspectiva dos profissionais de mercado de câmbio é de queda na moeda norte-americana ante o real hoje. Porém, três fatores tendem a interferir na relação entre o comportamento doméstico e o internacional do dólar no decorrer do pregão.
O primeiro fator é a percepção entre os investidores de que o governo está disposto a tomar novas medidas para sustentar a moeda norte-americana acima de R$ 1,70. O segundo é a continuidade do fluxo positivo de recursos, e o terceiro fator refere-se ao movimento de rolagem de posições no mercado futuro no qual os estrangeiros estão comprados (cerca de 69 mil contratos) e os bancos vendidos (aproximadamente 60 mil contratos).
No início da manhã de hoje, chamou a atenção o resultado da pesquisa Focus referente ao câmbio. Depois de recuar por duas semanas consecutivas, a taxa estimada para o final deste ano permaneceu estável em R$ 1,70. Isso pode significar que o resultado é efeito da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para entradas de capital estrangeiro e da percepção do mercado de que o governo quer a moeda norte-americana acima dessa marca e de que tomará medidas para que isso se efetive, se necessário.
Ainda assim, alguns economistas caminham no sentido oposto. É o caso do Bradesco, um dos bancos que mais opera contratos de câmbio do País. A instituição revisou para baixo suas expectativas para o câmbio em 2009 e 2010, segundo informou a sua equipe de analistas em relatório divulgado na sexta-feira. A taxa, que inicialmente era de R$ 1,80, passou para R$ 1,60. Para o final de 2010, o Bradesco alterou a previsão de R$ 1,75 para R$ 1,65.

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