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26/10/2009 - 19h05

Com alta do dólar, petróleo cai a US$ 78,68 o barril

Nova York - Os contratos futuros do petróleo caíram pela terceira sessão consecutiva, pressionados pelo fortalecimento do dólar em relação a outras moedas, como o euro. O contrato futuro do petróleo com vencimento em dezembro recuou 2,26% e fechou a US$ 78,68 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O barril do petróleo Brent com vencimento em dezembro, negociado no mercado eletrônico ICE de Londres, fechou em queda de US$ 2,1%, a US$ 77,26 o barril.

Os investidores saíram do petróleo e voltaram ao dólar, revertendo o movimento observado na semana passada, quando a queda da moeda norte-americana impulsionou o preços dos contratos futuros do da commodity ao maior nível em um ano, acima de US$ 80 por barril. Pela manhã, o dólar chegou a tocar uma mínima de 14 meses ante o euro, de US$ 1,5064, mas posteriormente a moeda europeia perdeu força e, há pouco, era cotada a US$ 1,4852.

Uma venda generalizada nas ações do setor financeiro parece ter desencadeado uma fuga dos investidores tanto do petróleo quanto de outras commodities, à medida que a confiança nos grandes bancos foi sacudida por uma matéria do The Wall Street Journal. De acordo com o texto, o Bank of America pode encontrar obstáculos para pagar os empréstimos que recebeu do governo americano durante a crise financeira. "Todo mundo sabe que existem mais empréstimos ruins nos livros-caixa", disse Matt Zeman, presidente de operações do LaSalle Futures Group em Chicago. "Então, quando esse tipo de coisas vem à tona, leva os mercados para baixo. E quando os mercados caem, você vê as pessoas de volta ao dólar."

Segundo operadores, a definição sobre se a queda de hoje marcará o fim de um processo de alta de três semanas dependerá dos próximos movimentos do dólar frente ao euro. No curto prazo, os preços do petróleo tendem a receber pouco apoio da situação mundial da oferta e da demanda. Nos EUA, maior consumidor mundial, as refinarias estão segurando a produção da gasolina e dos destilados, incluindo diesel e óleo de calefação, numa tentativa de reduzir o estoque excedente de ambos os tipos de combustíveis. As informações são da Dow Jones.

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