

IMPRIMIR
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COMUNICAR ERROAinda que o Brasil seja um dos países que mais atrai capitais estrangeiros de longo prazo no momento e que as perspectivas sejam de que esse movimento continuará durante os próximos meses, tendo como consequência a apreciação do real, o caminho traçado pelo dólar no exterior continua tendo um peso determinante da trajetória do câmbio no Brasil ao atingir as decisões de investimento dos capitais voláteis. Isso ficou comprovado ontem, quando a moeda norte-americana registrou uma forte e acelerada inversão no mercado internacional. No País, essa trajetória externa provocou um rearranjo nos investimentos financeiros de investidores estrangeiros, inverteu pontualmente o fluxo de recursos e levou o dólar à alta ante o real.
O impacto da movimentação desses capitais de curto prazo é tamanha que, ontem, a variação entre a cotação máxima e mínima do dólar à vista foi de 2,17%. E mesmo com a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ou a atuação do Banco Central (BC), é difícil inibir a volatilidade excessiva, considerada pelos especialistas a maior inimiga da parcela de participantes do mercado de câmbio que pertence ao setor produtivo - ou seja, exportadores e importadores.
E as consequências dessa forte oscilação não se esgotaram no pregão de ontem. Os especialistas avaliam que o dólar deve fazer um ajuste de queda no início do pregão de hoje. A manutenção da trajetória de queda, que é endossada pelo fato de o dólar não apresentar rumo único frente às demais moedas, depende do fluxo no decorrer do dia.
Pesando a favor de eventuais entradas de recursos está a alta da cotação ontem, que pode trazer exportadores às mesas de negócios, e as constantes captações de empresas brasileiras. Ontem, a Fibria lançou US$ 1 bilhão em bônus de 10 anos, como já era esperado. Hoje, o laboratório Fleury registrou sua intenção de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) na BM&FBovespa.
Para as saídas, ou para engrossar ainda mais as entradas, pode influenciar a agenda dos Estados Unidos que apresenta números importantes, com potencial para determinar as idas e vindas do capital de curto prazo. Hoje saem o índice de preços de residências em 20 cidades no mês de agosto e o Índice de Confiança do Consumidor no mês de outubro. Também saem números de estoques de petróleo.

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