

IMPRIMIR
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COMUNICAR ERROOs parlamentares teriam evitado se comprometer com a defesa do projeto para não ficarem desgastados junto a professores e sindicatos, que fizeram oposição cerrada contra a lei. "Sindicato tem horror a tudo o que significa esforço", disse o governador. Pouco antes de Serra discursar, o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz (PSDB), falou em favor da independência da Casa e teceu elogios à boa relação entre o governador e os parlamentares.
Sem citar nomes, Serra usou a atitude dos parlamentares 'fujões' como exemplo de uma ação de "discurso e frufru" na área da educação. "Para nós, educação não é discurso e frufru. Estamos promovendo alterações estruturais, o que sempre perturba, e na véspera de um ano eleitoral. Não podemos governar em função do calendário eleitoral."
Questionado, durante a entrevista coletiva, a quem se referia ao falar da política do "frufru", o governador evitou detalhar a declaração: "É um fenômeno geral da educação no Brasil. São doenças. Fazer festa em torno da educação é fazer pouca coisa prática. Eu não vou aqui especificar."
A Lei de Valorização pelo Mérito estabelece quatro faixas salariais para professores, coordenadores e supervisores de ensino. Para passar de nível e ter direito ao aumento salarial, o educador deve atingir uma nota mínima em uma avaliação anual. A cada ano, até 20% dos educadores da rede estadual serão promovidos. Segundo o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, isso trará um aumento de 5% na massa salarial do magistério. A folha hoje é de R$ 700 milhões por ano.

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