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COMUNICAR ERROEnquanto aguardam o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que tem potencial para definir o rumo que os mercados globais adotarão nas próximas semanas, os investidores internacionais optam por fazer o ajuste de baixa no preço dos ativos, que muito se apregoava desde setembro, sem que fosse concretizado. Nessa onda, o euro, que chegou a se manter ao redor de US$ 1,50 durante alguns pregões, voltou à casa de US$ 1,47 nesta manhã. Isso deve permitir que o dólar mostre trajetória de alta.
A cotação da moeda norte-americana vem se mantendo acima de R$ 1,70. Mas está difícil perceber se isso ainda é reflexo da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre entradas de capital estrangeiro, ou se é resultado do fortalecimento do dólar ante o euro, que dura há quatro pregões. Ou, ainda, se é uma junção das duas coisas.
E a resposta tende não deve ser conhecida até o início da próxima semana. Isso porque, além dessas variáveis, as cotações do dólar ante o real estão sendo afetadas por um terceiro fator: a disputa entre comprados (aposta na alta do dólar) e vendidos no mercado futuro, com vistas ao vencimento dos contratos de novembro. Ontem, os investidores estrangeiros encerraram o pregão da BM&F comprados em 69 mil contratos. Os bancos nacionais fecharam o dia vendidos em 78 mil contratos. Esses são os dois grupos com maior peso no mercado.
O fluxo de recursos também tem peso considerável no rumo atual do mercado de câmbio, mas é necessário novidades para que essa seja a variável determinante. Afinal, as entradas previstas foram amplamente antecipadas nos negócios. E ainda há o BC, que ante a chegada efetiva de dólares, tem atuado para enxugar o excesso de liquidez.
Na agenda do dia, o destaque é a divulgação dos dados do fluxo cambial até o dia 23 de outubro, às 12h30. Esse é o primeiro dado oficial após a criação do IOF e deverá dar uma dimensão do impacto inicial que teve a medida. Além disso, há anúncio de balanços importantes, como o da Vale, que podem mexer com dinheiro estrangeiro na Bolsa e, consequentemente, no câmbio.
Nos EUA, o Departamento de Comércio divulga os dados de encomendas de bens duráveis às 11h30. Às 12 horas saem as vendas de imóveis residenciais novos referentes a setembro. E, às 12h30, é a vez dos estoques de petróleo bruto no país até o dia 23 de outubro, assim como estoques de gasolina e destilados e taxa de utilização das refinarias.

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