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COMUNICAR ERRO"A minha preocupação foi essa. Como o movimento gay está crescendo, cresce o uso de hormônio e silicone e a gente tem que se preocupar com isso", afirmou, antes de participar hoje de cerimônia na Assembleia Legislativa.
Em ofício, entidades que promovem as passeatas tinham pedido ao governador que lhes desse espaço na Escola de Governo da próxima terça-feira para explicar as razões pelas quais o evento é realizado. Mas o pedido foi negado por Requião. "Lá não é circo", acentuou. "Não vejo por que levar isso em frente, não tem essa importância atribuída." Ele considerou a repercussão negativa como uma "bobagem" e afirmou que se deve à "falta de humor" e à "má-fé dos críticos".
"Conseguiram transformar a nossa campanha de câncer de mama na campanha mais comentada do País, ela vai funcionar muito melhor e os homens passaram a ter consciência de que isso pode também ser uma doença masculina e a prevenção é importante", afirmou.
Para Requião, o exercício do humor é cultural e manifestação de inteligência. "Nós não podemos ter um fascismo, essa coisa doida, não conte uma piada de judeu, não conte uma piada de negro, então vamos estender para italiano, para japonês, e nós passamos a ter um Estado policiado por aquilo que se supõe politicamente correto", criticou.
Ao se defender, o governador foi novamente ao ataque, desta vez contra o deputado estadual José Lemos (PT) que, ontem, fez um discurso na Assembleia Legislativa de críticas contra a "brincadeira infeliz". "Queria pedir desculpas ao deputado Lemos, nunca imaginei que fosse mexer com suas opções sexuais, agora recomendo a ele que não use hormônio feminino, pois pode ser perigoso, e não faça implante de silicone", disse Requião.
O deputado respondeu que vai estudar a possibilidade de alguma medida de reparação moral. "Alguém tem que conter, porque ele não está acima de tudo e de todos, não pode usar o cargo para atacar quem ele quer", afirmou. Lemos, que é professor, acrescentou que, juntamente com sua mulher, também professora, tem educado os três filhos e os alunos para respeitar a diversidade e reduzir o preconceito. "O governador, em poucos minutos, joga fora um trabalho sério como o que fazemos, contribui para a desinformação e para aumentar a homofobia", criticou.

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