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COMUNICAR ERROA euforia que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos provocou ontem nos mercados esgotou-se por ora, com os investidores dando sinais de que para continuarem numa toada de otimismo precisam ver o dado ser confirmado pelos próximos indicadores. Nesse sentido, a agenda externa pesada da semana que vem imprime cautela desde já nos negócios. No mercado de moedas, isso está se traduzindo numa pequena alta do dólar ante a maioria das demais divisas, enquanto o real se valoriza na abertura.
O mais provável é que essa diferença se explique pelo fato de os investidores formarem, hoje, a ptax (taxa média ponderada do dólar) que será usada na liquidação dos contratos futuros de novembro, na próxima segunda-feira. E os vendidos (apostas na queda do dólar) têm nas perspectivas de fluxo positivo seu maior apoio para pressionar as cotações do dólar para baixo. Todos os dias há notícias de novas operações que resultarão em entradas de recursos.
Ontem o Banco BMG vendeu US$ 300 milhões em bônus de 10 anos a 98,15% do valor de face, com retorno ao investidor de 10,25%. A direção do banco declarou que foi surpreendida pela forte demanda que os asiáticos revelaram na operação. Também ontem, o banco Fibra anunciou sua intenção de captar cerca de US$ 100 milhões com a emissão de bônus externos.
No fechamento de ontem, os investidores estrangeiros mantinham posição comprada (aposta na alta do dólar), em 54 mil contratos. Em relação ao final da quarta-feira, quando esses investidores estavam comprados em 86 mil contratos, houve queda expressiva. Já os bancos nacionais encerraram as transações desta quinta-feira vendidos em 90 mil contratos. Na quarta-feira encerraram o dia vendidos em 102 mil contratos.
O jogo da ptax deve ser embalado também pelos dados dos EUA. Hoje estão previstos os números de renda, consumo pessoal e a inflação de setembro (às 10h30), a leitura final do índice de confiança da Universidade de Michigan (às 11h55) e o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago em outubro (às 11h45). Na semana que vem haverá dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos e as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.

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