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COMUNICAR ERROSegundo dados da BM&FBovespa, em setembro do ano passado as cinco maiores empresas da Bolsa tinham participação de 42% no volume negociado à vista pelo lote padrão. Este grupo das "cinco grandes" é integrado atualmente por Petrobrás, Vale, Itaú Unibanco, BM&FBovespa e OGX. A concentração caiu para 33% em setembro passado. A mesma tendência é válida para as 10 e para as 20 maiores companhias da Bolsa. Atualmente, há 386 empresas listadas.
"Historicamente, poucas empresas dominam os negócios", observa o analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari. Os setores de mineração, petróleo e siderurgia respondem por quase 45% da carteira do índice. "Com o desenvolvimento do mercado nos últimos anos, grandes empresas vieram à Bolsa e conquistaram espaço", acrescenta.
Foram os casos das ações da própria BM&FBovespa, no índice desde setembro de 2008, e da MMX, incluídas em setembro passado. Segundo a estrategista da corretora Ativa, Mônica Araújo, a chegada de empresas já consolidadas em seus nichos, como Redecard e VisaNet, favoreceu a redistribuição das participações.
Ações de empresas tradicionais, como Petrobrás e Vale, ainda são o acesso natural ao mercado. "Mas grandes empresas muitas vezes já estão com o preço ajustado, gerando pouca oportunidade de ganho. O investidor tem percebido que em ações de segunda e terceira linha o potencial pode ser maior", diz Manuel Lois, diretor da corretora Spinelli. "Ele aceita um risco maior para alcançar essa rentabilidade", diz Mônica, da Ativa.
Foi o que fez o administrador Dom In Kim. "Comprei papéis mais atraentes, como LLX, Abyara e Rossi, que tinham caído 90%", afirma.

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