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02/11/2009 - 17h05

Bolsas sobem na Europa com dados da indústria

Londres - Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em alta, impulsionados por dados que revelaram uma melhora notável nas condições do segmento industrial tanto nas economias europeias quanto nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,3%, para 237,64 pontos. Em termos de mercados regionais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres avançou 59,95 pontos (1,19%), para 5.104,50 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 15,86 pontos (0,29%), para 5.430,82 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 31,77 pontos (0,88%), para 3.639,46 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 51,00 pontos (0,45%), para 11.465,80 pontos.

O índice dos gerentes de compras sobre a atividade do setor industrial na zona do euro subiu de 49,3 em setembro para 50,7 pontos em outubro. Esta foi a maior leitura para o indicador desde fevereiro de 2008 e correspondeu às expectativas dos analistas. Índices semelhantes de países como Reino Unido, França e Alemanha também registraram melhora. No Reino Unido, o indicador avançou para 53,7 pontos em outubro, de 49,9 pontos em setembro. Na Alemanha, o índice saltou para 51 no mês passado, de 49,6 em setembro, enquanto na França o indicador saiu de 53 em setembro para 55,6 em outubro.

Já nos EUA, o índice de atividade industrial medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu para 55,7 pontos em outubro, de 52,6 em setembro e de 52,9 em agosto. A leitura de outubro superou a previsão de analistas, que esperavam aumento para 53,3 pontos. Em todos os casos citados, uma leitura acima de 50 pontos indica expansão do setor.

Os dados impulsionaram particularmente as ações de empresas ligadas aos segmentos de metais e construção na Europa. Os papéis da siderúrgica alemã Salzgitter fecharam em alta de 1,53%, enquanto os da companhia de materiais de construção francesa Saint Gobain avançaram 3%.

No setor financeiro, o Royal Bank of Scotland caiu 7,8% depois de anunciar que precisará vender ativos que "não haviam sido contemplados inicialmente" em negociações com a Comissão Europeia. Segundo estrategistas do ING, a iminência de mais recapitalização de bancos exercerá pressão sobre instituições financeiras menores. As informações são da Dow Jones.

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