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02/11/2009 - 19h31

Retorno de Chrysler e GM levará tempo, diz relatório

Washington - As montadoras General Motors (GM) e Chrysler precisarão de uma "quantidade considerável de tempo" para voltarem a ter ações negociadas em bolsa, de acordo com um relatório do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA (GAO, em inglês). O documento citava dois especialistas, sem mencionar nomes, segundo os quais a GM pode não estar pronta para passar por uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, conforme planeja a administração Obama. Os especialistas também consideram mais provável que a participação estatal na Chrysler seja vendida a um particular do que uma IPO da montadora.

Com isso, os planos do Departamento do Tesouro dos EUA para a Chrysler sofreriam uma reviravolta. Segundo os especialistas citados pelo relatório do GAO, a participação pequena do governo na montadora poderia levar as autoridades do Tesouro norte-americano a preferir esta opção. O Departamento do Tesouro dos EUA detém 9,85% da Chrysler e 60,8% da GM.

O relatório cita ainda que a GM e a Chrysler teriam de "crescer substancialmente" para que o governo norte-americano recuperasse todo o dinheiro injetado nas duas companhias. O Tesouro dos EUA concedeu empréstimos de aproximadamente US$ 49,5 bilhões para a GM e de US$ 12,5 bilhões para a Chrysler. O valor de mercado da GM teria de atingir US$ 66,9 bilhões para que o Tesouro, ao vender sua participação, recuperasse - sem lucros - o dinheiro emprestado à montadora. Em 2000, a GM registrou seu pico de capitalização de mercado, de US$ 57 bilhões, segundo o relatório.

No caso da Chrysler, o valor de mercado teria de alcançar US$ 54,8 bilhões. Em 1997, último ano em que a montadora foi negociada em bolsa, a Chrysler conseguiu uma capitalização de mercado de entre US$ 23,1 bilhões e US$ 31,7 bilhões. No ano seguinte, quando ocorreu a fusão com a Daimler, a companhia passou a ser avaliada em US$ 37 bilhões. Os especialistas do GAO também demonstraram preocupação com o declínio no número de funcionários do Departamento do Tesouro dedicados à supervisão dos investimentos na GM e na Chrysler. As informações são da Dow Jones.

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