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03/11/2009 - 11h12

Bovespa abre em baixa com exterior

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa novembro em baixa, preparada para enfrentar mais uma semana de muita volatilidade. O sinal é de baixa nas bolsas mundiais, e às 11h10 o índice Bovespa (Ibovespa) cedia 1,07%, aos 60.885 pontos. Diante das dúvidas e incertezas sobre a sustentabilidade da recuperação da economia global e do ressurgimento das preocupações com o setor bancário numa semana de agenda pesada, com destaque para a reunião do banco central norte-americano e para o resultado do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o mercado deve se concentrar nas chamadas operações day trade. Dificilmente, os investidores vão correr o risco de montar uma posição grande enquanto essas dúvidas persistirem.

Na avaliação do economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, a Bovespa tem espaço para uma nova correção de preços antes de voltar a ter uma alta. "O índice à vista pode testar novamente os 60 mil pontos, dado que o ganho acumulado no ano ainda é elevado", afirma. Até a última sexta-feira, o Ibovespa registrava valorização de 63,9% neste ano.

O clima negativo no exterior contrasta com o tom positivo da véspera, feriado no de Finados no Brasil, quando os mercados acionários subiram embalados por dados favoráveis nos EUA, com a indústria, e o balanço da Ford melhor do que o esperado. Assim, os investidores deixaram em segundo plano a concordada do CIT Group, a quinta maior anunciada no país.

Hoje, no entanto, os bancos são o principal o fator de pressão, após o suíço UBS ter anunciado prejuízo de US$ 552,9 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de US$ 276 milhões no mesmo período do ano passado. No Reino Unido, o governo terá novamente de injetar recursos no setor. O Royal Bank of Scotland, que já foi nacionalizado durante a crise, anunciou que receberá mais 25,5 bilhões de libras (US$ 41,5 bilhões) do governo e também venderá ativos. O Lloyds vai receber 5,7 bilhões de libras (US$ 9,29 bilhões).

No Brasil, o setor bancário também está no foco do dia, com o início das divulgações dos balanços dos grandes bancos. O Itaú Unibanco informou hoje cedo lucro líquido de R$ 2,268 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11% em relação ao resultado apresentado no mesmo período do ano passado, de R$ 2,551 bilhões. Amanhã sai o balanço do Bradesco.

Nos EUA, onde as bolsas passam a abrir às 12h30 com o fim do horário de verão, o S&P 500 cedia 0,78% e o Nasdaq futuro caía 0,57%. Na Europa, a perda das principais bolsas beira os 2%. Os investidores aguardam para hoje, nos EUA, o dado de encomendas à indústria e as vendas de veículos novos em outubro.

A desvalorização das commodities contribui para a chamada de baixa do Ibovespa. O petróleo recuava quase 1% em Nova York, na faixa de US$ 77 por barril. Em Londres, os metais básicos registravam queda expressiva. No caso de Petrobras, o mercado acompanha o desenrolar das votações dos relatórios do pré-sal. Está prevista para hoje a votação do relatório elaborado pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) sobre o modelo de partilha na área do pré-sal, na comissão especial da Câmara, em reunião marcada para as 12 horas. A comissão especial da Câmara que analisa o projeto do fundo social para o pré-sal marcou para hoje às 14h30, sessão para discutir e votar a proposta. Hoje ainda serão divulgados os balanços da siderúrgica CSN (após o fechamento).

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