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04/11/2009 - 08h53

Direcional Engenharia fará oferta primária de ações

São Paulo - A Direcional Engenharia, incorporadora e construtora focada no segmento popular, inicia hoje procedimento de coleta de intenções (bookbuilding) de sua oferta primária de 20.703.934 ações ordinárias (ON). A oferta, com esforço de colocação no exterior, pode ser acrescida de até 15% da quantidade inicial de ações em lote suplementar (3.105.590) e outros 20% em lote adicional (mais 4.140.787 papéis).

O preço estimado pela empresa é entre R$ 10 e R$ 11, conforme aviso ao mercado, a ser fixado no dia 17 de novembro, quando se encerra o bookbuilding. Calculando pelo preço médio estimado, de R$ 10,50, a oferta alcançaria R$ 217,391 milhões, sem exercício dos lotes suplementar e adicional. A oferta de varejo, para no mínimo 10% e máximo de 15% da totalidade das ações objeto da oferta, tem como período de reserva de 11 a 16 deste mês. O início previsto das negociações das ações em Bolsa é 19 de novembro, e a data de liquidação, 23 de novembro. O coordenador líder da oferta é o banco Santander, em conjunto com o Itaú BBA.

A companhia, que obteve seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 29 de fevereiro de 2008, protocolou em agosto pedido de registro de oferta pública primária e secundária de ações no Novo Mercado da BM&FBovespa. A oferta foi interrompida no ano passado por conta da crise financeira e após receber um aporte de R$ 250 milhões do fundo de private equity - que compra participações em empresas - da Tarpon. O fundo e os controladores da

Direcional serão os vendedores na oferta secundária. O capital social da empresa é composto apenas por ações ordinárias, sendo 106.532.028 papéis.

Segundo a Direcional, mais de 80% dos lançamentos potenciais do estoque de terrenos se enquadram na faixa direcionada à renda familiar de três a dez salários mínimos do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida". Em 30 de junho, o patrimônio líquido da empresa era de R$ 349,8 milhões e o valor patrimonial por ação, a R$ 3,28.

A companhia registrou no terceiro trimestre de 2009 lucro líquido de R$ 29,017 milhões, o que representa uma queda de 11,3% em relação ao mesmo intervalo de 2008. A receita líquida cresceu 27,5% para R$ 112,72 milhões na mesma comparação, e o Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve um leve avanço de 1%, para R$ 35 milhões. No trimestre, as vendas contratadas alcançaram R$ 242,7 milhões, 58,7% mais que no 3º trimestre de 2008, com vendas sobre oferta de 45,1%, recorde histórico, segundo relatório da companhia. O Valor Geral de Vendas lançado (parte Direcional) foi de R$ 362 milhões, 83% maior que no mesmo período do ano passado.

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