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Lula participa de seminário do jornal "Financial Times" nesta quinta-feira (5), no Reino Unido
Lula justificou sua decisão afirmando que o país não quer dizer ao mundo o que fazer. "O que nós não queremos é chegar com os nossos números e tentar impô-los à comunidade internacional. Nós queremos dizer: temos tais compromissos, vamos fazer tais coisas - desde a recuperação de terras degradadas, desde o zoneamento agroecológico, até a questão do desmatamento, do biodiesel", explicou. "Mas esses são os compromissos brasileiros. Para o resultado do acordo, queremos construir uma proposta conjunta."
Mesmo sem apresentar cifras, Lula se sentiu no direito de criticar as metas propostas pela União Europeia. O bloco de 27 países costuma ser elogiado por organizações não-governamentais (ONGs) ambientalistas por ter assumido, de forma unilateral, o objetivo de reduzir em 20% as emissões de CO2 até 2020, cifra que pode chegar a 30% em caso de acordo com a comunidade internacional. "Nós achamos que o número da União Europeia é insuficiente", disparou, sem precisar a que número se referia.

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