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COMUNICAR ERROO ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu hoje mais uma demonstração da preocupação do governo com a sobrevalorização do real. Em evento promovido em Londres, ele citou estudo do Goldman Sachs apontando que o real apresenta sobrevalorização de 50% em relação ao dólar e ao yuan. E disse que, sem essa sobrevalorização da moeda, a economia brasileira seria mais competitiva do que a da China. Mantega afirmou também que a preocupação do governo com a valorização do real tem o objetivo de evitar uma "exuberância irracional" no Brasil.
Junto a isso, há o noticiário interno do dia. Os jornais de hoje voltam a falar das medidas que o governo estuda para modernizar a regulamentação do mercado de câmbio. Num momento como o atual, a retomada desse projeto, que está em curso há alguns anos, é vista como uma medida para conter a valorização do real. Não só o ministro da Fazenda, mas também o Banco Central, além do próprio presidente da República, têm deixado claro que a atual situação do câmbio é um problema.
No exterior, o principal argumento para a cautela de hoje é a agenda de amanhã. Nos Estados Unidos serão divulgados os dados do mercado de trabalho da maior economia do planeta. Como o consumo foi o principal sustentáculo do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre daquele país, o dado, que já é um dos que merece maior destaque dos analistas, fica ainda mais importante. Mesmo olhando mais para o exterior do que para as declarações dos dirigentes nacionais, os operadores citam as preocupações demonstradas pelo governo com o câmbio como um dos fatores que tem segurado a taxa.

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