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05/11/2009 - 18h04

Dólar fecha em baixa, a R$ 1,722, pelo 3º dia seguido

São Paulo - Pelo terceiro dia útil seguido, o dólar comercial fechou em baixa, de 0,35%, no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,722. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,27%, a R$ 1,7233. Em novembro, o dólar comercial acumula baixa de 1,94% e, no ano, queda de 26,25%.

A sessão de hoje foi marcada pela baixa volatilidade. Pela manhã, o recuo mais acentuado que o previsto nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, na semana até 31 de outubro, estimulou o apetite dos investidores por risco. De acordo com o governo, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 20 mil, após ajustes sazonais, para 512 mil. O dado motivou a venda de dólares e a alta das Bolsas. Na Europa, o Banco da Inglaterra (BOE, o banco central inglês) manteve a taxa básica de juros em 0,5% ao ano, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) manteve o juro em 1,0% ao ano. Ambas as ações eram esperadas.

No Brasil, o pequeno recuo do dólar foi atribuído em parte à expectativa de que o governo anunciará novas medidas cambiais a qualquer momento. Em Londres, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a demonstrar preocupação com o câmbio. Em evento promovido pelo jornal "Financial Times", ele citou um estudo do Goldman Sachs afirmando que o real contabiliza sobrevalorização de 50% em relação ao dólar e ao yuan. Mantega disse que, sem a sobrevalorização, a economia brasileira seria mais competitiva que a chinesa. Enquanto não surgem novidades nas regras cambiais, os investidores demonstram cautela.

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