CARACAS E BOGOTÁ, 3 NOV (ANSA) - O posto de fronteira entre a Venezuela e a Colômbia permanece fechado depois dos assassinatos de dois soldados da Guarda Nacional venezuelana ocorridos ontem no noroeste do país.
O presidente da organização empresarial venezuelana Fedecámaras em Táchira, José Rozo, disse que as pontes internacionais Simon Bolívar e Francisco de Paula Santander, que interligam os dois países, seguem intransponíveis.
Na tarde de hoje, segundo a rádio colombiana RCN, autoridades do país vizinho também fecharam uma passagem ilegal, situada perto do rio Táchira, entre Cúcuta (Colômbia) e San Antonio del Táchira (Venezuela), que vinha sendo usada por centenas de pessoas para cruzar a fronteira.
Além disso, soldados do Exército e da Guarda Nacional da Venezuela aumentaram as medidas de segurança na região para buscar os responsáveis pelo crime.
Os mortos, um sargento e um cabo, estavam a trabalho em um posto de controle na cidade de Ureña, quando foram atacados a tiros por quatro homens a bordo de motocicletas.
Uma das hipóteses para as mortes dos militares é que eles teriam sido vítimas de represálias de grupos repreendidos pelas autoridades de seu país.
Na semana passada, o governo venezuelano também acusou o Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) de estar espionando o país, após a prisão de três supostos agentes desta entidade.
A tensão bilateral voltou a crescer no último mês de julho, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou o convênio militar assinado entre Colômbia e Estados Unidos e congelou as relações com a nação vizinha. De acordo com Rozo, desde então o comércio binacional sofreu uma queda de 90%.
Além disso, Bogotá acusou Chávez de contrabandear lançadores de foguete às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).