CARACAS, 4 NOV (ANSA) - O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado negando as acusações de Israel de que o país tenha se "convertido em uma base avançada iraniana".
"Esta é uma demonstração adicional da atitude grosseira, de ingerência e agressividade que caracterizam os representantes da direita internacional e as violentas campanhas contra a Venezuela", ressaltou o texto da Chancelaria.
O governo venezuelano também destacou que Israel "não tem moral" para falar de "bases avançadas", quando "é o principal provedor, depois dos Estados Unidos, de armas e assessoria técnica para a política de guerra e destruição incentivada pela direita internacional no território da Colômbia", referindo-se ao acordo militar entre Washington e Bogotá.
Assinado na última semana, o tratado com os Estados Unidos permitirá o envio de até 1.400 norte-americanos para operarem em sete bases em território colombiano.
A nota foi divulgada após o vice-ministro israelense das Relações Exteriores, Dani Ayalon, dizer que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "converte" a Venezuela em "base avança iraniana no continente" americano.
"O alcance do regime iraniano não termina no Oriente Médio. É global e chega também à África e à América Latina", comentou o vice-chanceler durante uma coletiva de imprensa.
A Venezuela, que rompeu relações diplomáticas com Israel devido à ofensiva do Estado judeu contra a Faixa de Gaza realizada em dezembro passado, mantém uma intensa relação com o Irã. Os dois países já assinaram uma série de acordos econômicos e de cooperação, entre eles um que prevê a exploração de reservas de petróleo.
No comunicado, a Chancelaria venezuelana ainda ratificou que, após "constatar a impossibilidade de manter relações" com Israel, irá "manter as mais amplas relações de amizade" com o Irã.