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05/11/2009 - 20h50

Frente de Resistência diz que não reconhecerá eleições sem volta de Zelaya

ANSA
TEGUCIGALPA, 5 NOV (ANSA) - A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado afirmou que não reconhecerá as eleições presidenciais hondurenhas de 29 de novembro se o mandatário Manuel Zelaya não for restituído ainda hoje.

"Se hoje, quinta-feira, dia 5 de novembro, no mais tardar à meia-noite, o presidente José Manuel Zelaya Rosales não for restituído, a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado não reconhecerá o processo eleitoral e seus resultados", disse a entidade em um comunicado.

A Frente, uma ampla aliança formada por 42 organizações de trabalhadores, camponeses, indígenas, estudantes, professores e demais grupos civis, promove desde segunda-feira uma vigília em frente à sede do Congresso.

Caberá aos parlamentares determinar ou não a volta de Zelaya à presidência, de onde foi tirado em um golpe de Estado ocorrido no dia 28 de junho.

A ideia de delegar a decisão final ao Congresso consta do chamado Acordo Tegucigalpa-San José, assinado na semana passada pelo próprio mandatário destituído e pelo governante de facto, Roberto Micheletti.

Ocorre, porém, que o Legislativo está em recesso. Além disso, os líderes da casa já anunciaram que, antes de adotarem uma postura, aguardarão um parecer da Corte Suprema de Justiça, o que deve atrasar ainda mais o desfecho do processo.

Zelaya e seus partidários têm pressa porque um outro ponto previsto pelo pacto é a formação de um governo de unidade nacional, algo que deveria ocorrer até hoje.

"O Congresso Nacional, co-autor do rompimento da ordem constitucional em 28 de junho, está usando táticas dilatórias ao não convocar o plenário para que revogue o decreto que instaurou o regime de facto", diz o texto da Frente.

No comunicado, os ativistas exigem também a formação de uma assembleia constituinte, tema que ficou de fora do acordo, e punição para acusados por crimes humanitários.

Em outro trecho, o movimento alega que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo dos Estados Unidos são "cúmplices", pois "não demonstram interesse pela saída definitiva dos golpistas".

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