BOGOTÁ, 6 NOV (ANSA) - O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, pediu ao seu homólogo espanhol, Miguel Angel Moratinos, que estude os "mecanismos de verificação e monitoramento da situação que se vive na fronteira com a Venezuela".
Segundo informou a Presidência da Colômbia, Bermúdez também pediu que sejam analisados os "casos dos colombianos que nos últimos dias foram assassinados e detidos nesse país".
No início da semana, o assassinato de dois guardas venezuelanos próximo a um posto de fronteira fez com que as autoridades desse país ampliassem o controle na área limítrofe com o território colombiano e intensificasse os ataques ao governo vizinho.
Embora o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenha dito que não fechou a passagem entre os dois países, cidadãos colombianos denunciam o bloqueio e buscam trilhas para chegar ao país vizinho.
O governo de Chávez -- que atribui a grupos paramilitares colombianos as mortes de seus guardas -- também anunciou ontem a prisão de 100 imigrantes ilegais colombianos, que viajavam em três ônibus no estado de Barinas.
A Colômbia, por sua vez, pede a investigação do massacre que terminou na morte de pelo menos nove de seus cidadãos na localidade venezuelana de Táchira. Eles foram sequestrados no dia 11 de outubro e seus corpos foram encontrados semanas depois.
As recentes ações intensificam ainda mais a crise bilateral, ocasionada pelo congelamento das relações diplomáticas e comerciais de julho passado. Na época, Chávez tomou a decisão em resposta às denúncias do governo Uribe de que a Venezuela fornecia armamentos à guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Na mesma ocasião, o mandatário venezuelano expressou seu repúdio ao acordo militar firmado na última semana entre Bogotá e Washington.