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07/11/2009 - 15h35

Itália registra duas novas mortes por gripe A; chega a 32 o número de óbitos no país

ANSA
ROMA, 7 NOV (ANSA) - Uma menina de oito meses, que havia sido internada em graves condições de saúde faleceu hoje em Nápoles, e um homem de 75 morreu em Turim em decorrência da gripe A (H1N1), elevando a 32 o número de óbitos causados pelo vírus na Itália.

A menina morreu às 10h30 locais (7h30 no horário de Brasília) no hospital Cardarelli, de Nápoles. O resultado dos exames para detectar a presença do vírus saiu após o falecimento. Já em Turim, segundo as autoridades locais, o idoso -- que estava no hospital Molinette -- já estava em fase terminal devido a um tumor e a doença apenas agravou sua situação.

A cidade de Nápoles, localizada na região da Campania, é a mais atingida pela nova gripe na Itália. Com o falecimento desta manhã já são 11 os mortos na localidade, que conta ainda com um grande número de pessoas hospitalizadas.

Em outro hospital do município, um menino de quatro meses faleceu às 11h30 locais. Ele não tinha febre, mas apresentava grandes dificuldades respiratórias. Ainda não se sabe se ele estava com o vírus.

Contudo, especialistas afirmam que a atual epidemia de gripe na Campania é menos grave e menos agressiva do que a influenza sazonal. "As complicações que este vírus está causando é menos frequente e de menor gravidade do que as provocadas pelo vírus da gripe sazonal", diz uma nota assinada pela equipe médica do Cardarelli.

"Embora alguns pacientes tenham complicações respiratórias e pneumonia, a mortalidade felizmente é limitada a poucos casos, dos quais quase todos tinham doenças anteriores. Portanto, é desnecessário o alarmismo e a corrida aos hospitais", continua a nota.

Já em Roma, capital do país, dois novos casos da doença foram confirmados. Os dois médicos contagiados trabalham no hospital Riuniti di Anzio-Nettuno, onde trabalhava também Maurizio Scavizzi, um técnico em radiologia que faleceu na última semana com a doença.

Os recentes casos da doença fizeram com que os farmacêuticos de Lazio, onde se localiza Roma, decidissem distribuir a vacina contra a influenza A gratuitamente.

"Considerando a grave situação que se configura, de emergência sanitárias, particularmente em algumas regiões, como em Lazio, as farmácias oferecem total disponibilidade para distribuir, gratuitamente, em comum acordo com os médicos, as vacinas para a influenza A (H1N1)", disse o presidente da Federfarma Lazio (Federação Nacional dos Proprietários de Farmácias Italianas), Franco Caprino. A vacinação contra o vírus A (H1N1) no país começou no último mês, nas regiões da Lombardia e do Vale de Aosta, norte do país. "Estamos distribuindo com antecipação", declarou o vice-ministro de Saúde e Políticas Sociais, Ferruccio Fazio, na ocasião.

De acordo com dados do Ministério da Saúde italiano, foram confirmados mais de 2.600 casos da doença no país.

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