Da Reuters
Uma inspeção preliminar dos motores do vôo 587 da American Airlines não mostrou nenhuma evidência de falha interna. A informação foi divulgada por investigadores que procuram as causas da queda do Airbus que matou 265 pessoas, na segunda-feira, em Nova York.
A perícia continuará investigando outras partes do avião em busca de uma possível falha mecânica. A hipótese de sabotagem ainda não está descartada, informaram investigadores na terça-feira.
A gravação dos diálogos na cabine foi recuperada e mostrou que não houve seqüestro, o que já era esperado devido ao fato de que o avião se desfez antes de chegar ao chão.
O porta-voz da Agência Nacional de Segurança no Transporte Aéreo, George Black, disse que "não vamos excluir a possibilidade (de sabotagem) até que a investigação esteja bem adiantada, mas por enquanto não temos evidências".
Outra hipótese é a de que o piloto tenha perdido o controle do Airbus após dois ruídos na cabine de comando do avião, segundo as primeiras informações obtidas com as caixas-pretas.
A queda destruiu casas e deixou peças espalhadas por vários quarteirões, em um bairro tranqüilo de classe média em Queens, onde viviam várias vítimas do atentado de 11 de setembro contra o World Trade Center.
Peças do avião, inclusive dois motores separados da fuselagem, foram tirados do mar perto do local da queda, o que indica que o avião começou a se desmanchar logo após a decolagem. A queda aconteceu em menos de dois minutos.
Cerca de dez casas foram queimadas ou destruídas. Roupas, malas, parafusos e outros destroços ficaram pendurados nas árvores do bairro e nos jardins das casas.
Imigrantes dominicanos fizeram uma vigília com velas na noite de segunda-feira no bairro de Washington Heights (Manhattan), para lembrar os mortos na tragédia. Cerca de 1 milhão de pessoas de origem dominicana vivem nos EUA, a maior parte delas em Nova York.