Meu nome é Pulguento.
Vivia solto nas ruas, comendo o que encontrava, sonhando um dia encontrar alguém que me quisesse adotar.
Gostava da minha liberdade, dos meus amigos vira-latas, mas ficava imaginando uma vida mais tranquila, numa casa, de preferência com crianças, como cão de guarda, ou simplesmente como companhia.
O mais difícil dessa minha vida era quando sentia fome, e quando encontrava alguma coisa, ainda tinha que dividir com meus colegas, que eram famintos como eu.
O tempo passava e nada acontecia.
Até que um dia, estava numa rua e fui visto por uma garotinha, muito fofinha, de nome Gabriela. Acho que ela se apaixonou por mim, pois apesar da minha aparência, me pegou e levou-me para sua casa.
Ao me ver, sua mãe brigou e ordenou que ela se livrasse de mim. Fiquei ali, na minha, esperando o que ia acontecer.
A Gabi me abraçou e chorando disse que não podia ficar comigo. Eu compreendi, pois poderia ser seu amigo, mesmo que ela não fosse minha dona.
A minha sorte é que o irmãozinho da Gabi gostou de mim e começou a chorar quando eu estava indo embora. Então, sua mãe disse que eu podia ficar apenas aquela noite, para eles brincarem um pouco, mas no dia seguinte ela deveria livrar-se de mim. Fiquei assim mesmo.
No dia seguinte, a mesma história. Adiaram para outro dia a minha ida. Assim foi indo, os dias foram passando e eu fui ficando. Acabei conquistando todos por aqui.
Hoje vivo muito feliz com esta família. Só não gosto muito do nome que me puseram. Mas, enfim, não se pode ser feliz totalmente!!!
Fim