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Entenda como os pingüins vêm parar nas nossas praias

Da Redação

A.M. Sena/Zoológico de Niterói

Pingüim debilitado em tratamento
no Zoológico de Niterói

Fracos, cansados e famintos. É neste estado que grande parte dos pingüins chega por aqui. E muita gente tenta ajudar da pior maneira possível: colocando o bicho no gelo.

"Isso é a pior coisa que alguém pode fazer com estes animais. Até chegarem na praia os pingüins perdem gordura corporal, têm as penas danificadas e, portanto, estão sem seus mecanismos de isolar a temperatura. Extremamente frágeis, eles têm de ser aquecidos, não refrigerados" explica André Maia Sena, veterinário do zôo de Niterói.

Mas o aquecimento deve ser deixado por conta do veterinário ou biólogo. Os leigos devem se preocupar em conseguir ajuda o mais rápido possível, chamando a Polícia Ambiental, o Ibama ou a Defesa Civil do local.

AFP

Pingüins contaminados
com óleo, no Uruguai

Depois de resgatados por uma destas autoridades, os pingüins são levados para um zoológico ou instituição que tenha condições de prestar socorro, com instalações adequadas, equipamentos, veterinários e biólogos especializados.

A primeira providência é aquecer o animal, o que pode ser feito com banhos de água quente e com a ajuda de lâmpadas. Valéria Hadel, do CEBImar, utiliza também uma técnica especial: duas garrafas plásticas enroladas em jornal e cheias de água quente são colocadas sobre as asas do pingüim. "As garrafas simulam outros pingüins. É assim que eles se aquecem na natureza, ficando juntos", explica a bióloga.

Desidratados e famintos, eles também são alimentados e recebem soro. Os pingüins podem passar ainda por vermifugação e receber antibióticos e antifúngicos para evitar infecções.

É uma verdadeira maratona, que nem sempre dá certo. Segundo Valéria Hadel, 80% dos pingüins que chegam à costa de São Paulo morrem, apesar dos esforços para salvá-los.



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