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22/06/2011 - 07h00

Anão encrenqueiro é estrela de reality que resgata pit bulls maltratados nos EUA

GABRIELA ALBUQUERQUE
Da Redação
  • Divulgação

    Ashley Brooks, Sebastien Saraceno, Shorty Rossi e Ronald Lee Clark, personagens da série que tenta dismistificar a percepção de que pit bulls são cães naturalmente agressivos

Nesta quinta-feira (23), às 22h, a série Pit Boss estreia no canal pago Animal Planet. O reality acompanha o trabalho de um grupo de anões liderados por Luigi Francis Shorty Rossi – ou simplesmente Shorty -  em uma produtora que busca colocação profissional para atores que, assim como eles, têm nanismo e, em paralelo, conduz um serviço de resgate de cães da raça Pit Bull, abandonados ou submetidos a maus-tratos pelos donos.

Shorty, a estrela da série, tem um passado pouco exemplar. A participação em uma briga de gangues aos 18 anos - e mais uma série de outros crimes - lhe renderam uma pena de 10 anos na prisão. Quando foi solto, quis dar um rumo diferente à vida, recomeçar. Foi aí, entre outras coisas, que o trabalho de cuidado com Pit Bulls ganhou mais espaço.

Shorty Rossi

Divulgação
Você não compra, adota ou resgata um pit bull para ser um cão de guarda, ele deve ser um cão da família, um ser para estar ao seu lado

Hoje, além de resgatar os cães negligenciados, o grupo que trabalha com o anão bom de briga tem outra árdua tarefa: mudar a mentalidade das pessoas em relação ao comportamento da raça que, para a maioria, é agressiva e ataca com facilidade. Reputação nada boa para cachorros que são considerados dóceis e leais por criadores e entusiastas da raça como Shorty e seus amigos.

De Nova York, a estrela da série conversou por telefone com o UOL Bichos e garantiu que tem contato com pit bulls desde os 13 anos de idade e nunca foi mordido ou teve uma experiência ruim. “Pessoas que nunca estiveram perto ou nunca foram donos de pit bulls naturalmente tem medo pelo que escutam os outros dizerem”, explica.

Nos Estados unidos, onde o reality já está no ar há algum tempo, Shorty conta que sente que já houve uma grande mudança positiva na imagem da raça. “Nós mostramos que esses cachorros são companheiros amorosos, melhores amigos, braços-direitos e que não é o cachorro que é agressivo, são os homens, os adestradores, os donos irresponsáveis que os tornam assim. Você não compra, adota ou resgata um pit bull para ser um cão de guarda, ele deve ser um cão da família, um ser para estar ao seu lado”.

“Conquistamos muitos fãs. Famílias, adolescentes e pessoas mais velhas dizem que mudamos a opinião deles sobre os pit bulls. Ainda temos muito a alcançar, mas até que já fomos bem longe”, comemorou Shorty enquanto o fiel companheiro Hercules – um de seus pit bulls – descansava preguiçosamente em um dos sofás da sala onde seu dono dava a entrevista por telefone, aguardando o fim de mais um compromisso profissional em sua vida canina.

Hospedagem: UOL Host