
TOYAKO - Os países pertencentes ao G-8, reunidos nesta terça-feira em Toyako, na ilha japonesa de Hokkaido, chegaram a um acordo com relação às mudanças climáticas estipulando uma ambiciosa diminuição de 50% das emissões de CO2 até o ano de 2050.
Após uma longa noite de negociações o G-8 assinou um documento comum que fixa os objetivos a médio e longo prazo, com o envolvimento não apenas das potências emergentes, mas também dos países (cerca de 200) que participam na sede da ONU das discussões sobre o clima.
Em um encontro ocorrido ano passado na Alemanha o G8 havia se limitado em dizer que seus países membros levavam "seriamente em consideração" a possibilidade de uma redução das emissões de CO2 para frear o aquecimento global.
Paralelamente, o G-8 assinou hoje também a declaração sobre a economia global onde se confirma uma análise preocupada da situação mundial. Os "oito grandes" no entanto permanecem confiantes com uma retomada a longo prazo.
No centro da análise há naturalmente a questão do petróleo. Confirmando a gravidade da situação está o apelo do G-8 à Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) para que a produção e a distribuição do produto seja aumentada.
De fato, o G-8 está "seriamente preocupado" com o aumento constante do preço da gasolina que ameaça "minar a economia mundial", lê-se no texto.
Além disso, os líderes do G-8, mesmo "positivos com as perspectivas de crescimento da economia global", exprimem com clareza "forte preocupação pelos altos preços das matérias primas, especialmente petróleo e alimentos, que colocam um sério desafio a um crescimento global estável, geram sérias implicações para os mais vulneráveis e aumentam as pressões inflacionárias globais".
Em vista dessa situação, foi confirmado hoje que se desenvolveu uma séria discussão sobre a necessidade de aumentar o G-8 às potências emergentes. A idéia não foi no entanto aprovada devido à oposição de três países, explicaram fontes sem confirmar quais são estes países.
Ontem, tanto o presidente norte-americano, George W. Bush, quanto o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, haviam publicamente afirmado serem contrários a qualquer hipótese de um aumento no formato.
Há alguns dias a proposta de criar um G-10 ou um G-13, alargando o bloco para países como China, Índia, ou até Brasil, México e África do Sul, havia sido lançada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.