Zoológicos dos EUA, do Panamá e do México estão recrutando pesquisadores da América Central para desenvolver novas maneiras de combater um fungo, apontado como culpado no sumiço de espécies de anfíbios e sapos.
A Instituição Smithsonian (norte-americana) está liderando seis outros zoológicos e institutos para o projeto de conservação. O programa tem como objetivo arrecadar R$1.5 milhão para combater a profusão do fungo.
Os esforços de proteção estarão focados numa área do Panamá, considerada o único lugar onde a enfermidade ainda não chegou, segundo informações da Dra. Karen Lips, pesquisadora da Universidade de Maryland, nos EUA. Mas pode ser só uma questão de tempo para que o fungo chegue ao local, disse.
A rapidez com que os fungos se espalham é "absolutamente incrível", afirmou a pesquisadora. Cientistas dizem que o fungo ameaça eliminar uma parte considerával das milhares de espécies de anfíbios conhecidas. Atualmente, estima-se que 122 espécies possam ter se extinguido nos últimos 30 anos, principalmente por causa do fungo.
Entre as possibilidades da pesquisa está o desenvolvimento de um spray para ajudar a resistência dos sapos ao fungo. Há grupos de vários países envolvidos no projeto, entre eles zoo de Colorado, zoo de Washington, African Safári no México, Houston Zoo e o Parque Summit, do Panamá.
Com informações da AP