UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 Brasil

07/07/2005 - 16h26
Genoino, Delúbio, Dirceu e Silvio autorizam quebra de sigilos

Da Redação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquértio (CPMI) dos Correios recebeu no início da tarde desta quinta-feira (7) documentos que autorizam a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de representantes da Executiva do PT suspeitos de participar de esquema de pagamento de parlamentares, o chamado "mensalão".

Encaminharam ofício à CPMI autorizando a quebra de sigilios do presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoino, do tesoureiro licenciado do partido Delúbio Soares, do secretário-geral licenciado Silvio Pereira, e do deputado ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP).

Diante da apresentação dos documentos, o presidente da CPMI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), retirou da pauta de votação o pedido de quebra dos sigilos dos dirigentes do PT.

Durante as discussões da CPMI, a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) defendeu a quebra dos sigilos de todos os parlamentares envolvidos na Comissão. Posteriormente, a deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ) chegou a propor a abertura dos sigilos de todos os integrantes do Congresso Nacional.

Clima quente

A CPMI enfrentou momentos de agitação durante parte da sessão desta quinta-feira. O depoimento da secretária Fernanda Karina Somaggio, que trabalhou para o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, atrasou diante das votações de requerimentos e sucessivos debates entre os membros da Comissão.

Os ânimos ficaram exaltados após a divulgação de uma nota de esclarecimento de Roberto Jefferson (PTB-RJ). O deputado retificou informações que havia dado durante entrevista ao apresentador Jô Soares, da TV Globo. Na ocasião, Jefferson questionou a isenção da CPMI, e acusou parlamentares membros da comissão de envolvimento no pagamento de "mensalão" a deputados aliados do governo.

Na nota, Jefferson alegou ter interpretado mal a pergunta de Jô Soares. "Minha resposta sobre a inclusão de deputados da CPMI dos Correios no esquema do 'mensalão' foi equivocada. Desconheço pessoalmente a participação direta de qualquer um dos membros dessa CPMI no citado esquema."

Jefferson questionou ainda a isenção da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), representante do PT na CPMI, por fazer parte da Executiva do PT ao lado de Dirceu e Genoino.

Um dos principais investigados pela CPMI dos Correios, Roberto Jefferson teve seus sigilos quebrados nesta quinta-feira. Jefferson é investigado por suposta participação no recebimento de dinheiro de estatais para o financiamento partidário.

Veja abaixo a íntegra da nota de esclarecimento divulgada pelo gabinete de Roberto Jefferson.

"Em relação a acusações que teriam sido feitas por mim durante entrevista dada ao programa de Jô Soares, na segunda-feira, dia 5 de julho passado, sobre participação de deputados membros da CPMI dos Correios no esquema de pagamento do mensalão, faço questão de esclarecer o seguinte:"

"1. Por um processo de associação, confundi a pergunta do Jô Soares, que se referia à CPMI, como sendo referente à Comissão de Ética, na qual depusera anteriormente. Assim, minha resposta sobre a inclusão de deputados da CPMI dos Correios no esquema do mensalão foi equivocada. Desconheço pessoalmente a participação direta de qualquer um dos membros dessa CPMI no citado esquema."

"2. Referia-me na entrevista, isso sim, a alguns membros da Comissão de Ética, cujos nomes revelei quando do meu depoimento e que faço questão de reiterar - deputados Waldemar da Costa Neto, Bispo Rodrigues, Sandro Mabel e Pedro Henry."

"3. Devo ressaltar, entretanto, que questiono a autoridade legal e moral e a capacidade de isenção para me julgar em qualquer foro, por parte de deputados dos partidos PP e PL, que se beneficiaram do pagamento do mensalão. Por analogia, rejeito a participação de deputados federais do PT nos plenários em que estou sendo inquirido, na tentativa afoita de preservar a imagem de seu partido ao preço de minha honra pessoal e da integridade do PTB."

"4. Questiono ainda a isenção da senadora Ideli Salvatti, do PT, membro da mesma Executiva a quem acuso de fazer o pagamento do citado mensalão por meio de Delúbio Soares, com conhecimento de José Genoíno, Marcelo Sereno e Sílvio Pereira, além do ex-ministro José Dirceu."


Leia mais sobre a crise no governo:
Folha Online Brasil
Procuradoria pede mandato de Arruda por desfiliação partidária
Folha Online Cotidiano
Deslizamento interdita trecho da Régis Bittencourt em SP
Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Empregos
Metrô de São Paulo seleciona profissionais para formação de um cadastro de reserva
UOL News Brasil
Ministra Marina Silva entregou os pontos, analisa Lucia Hippolito