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04/02/2006 - 18h49
Tumulto durante apresentação de grupo mexicano mata três
da Redação
Três pessoas morreram e diversas ficaram feridas neste sábado em tumulto que ocorreu durante show da banda adolescente mexicana Rebelde (RBD), no estacionamento do shopping Fiesta (zona sul de São Paulo).
Pessoas presentes ao evento contestam a versão da Polícia Civil, que afirma que a causa do tumulto teria sido a queda do alambrado que separava o palco do público.
 | | | Vítimas de tumulto no show do RBD recebem primeiros socorros | Segundo Robson Martins, que estava na área reservada aos fotógrafos, o tumulto começou entre as pessoas que estavam na frente do palco. "Logo depois de começarem a segunda música, o 'empurra-empurra' ficou mais forte e as pessoas começaram a cair. Algumas conseguiram levantar, outras começaram a ser pisoteadas, mas posso afirmar que o alambrado não caiu", disse Martins.
Logo após o final da segunda música, o grupo deixou o palco e pessoas da organização assumiram o microfone para pedir calma ao público presente, que começou a esvaziar o local.
"Com o fim da apresentação, as pessoas abriram espaço e pediam socorro para quem estava no chão, mas os paramédicos demoraram no mínimo cinco minutos para chegar e atender quem precisava", afirmou Martins. "Os seguranças pareciam mais preocupados em segurar o alambrado, que ameaçava cair mas não caiu, do que socorrer as pessoas pisoteadas".
Júlia Martins, 11, que estava a cerca de 20 metros do palco, disse que o calor contribuiu para que o tumulto fosse mais grave. "As pessoas empurravam, muita gente caiu e algumas pessoas desmaiavam porque estava muito quente. A gente tentava levantar algumas e pedia ajuda para os seguranças socorrerem os desmaiados. Tivemos que gritar muito, eles não queriam ajudar", disse.
Para Martins, o tumulto aconteceu porque os organizadores não prepararam uma estrutura adequada para receber o público. "No aeroporto já tinha muita gente, e eles deviam ter previsto isso ao organizar o show. Acho que umas cinco ou seis mil pessoas estavam no estacionamento".
A falta de pessoal para atender os feridos também foi notada. "Eu não saberia precisar, mas deviam estar uns 20 seguranças de preto e umas 10 pessoas de vermelho, que seriam bombeiros, e mesmo depois de começarem a atender os feridos, não tinham mais do que três ou quatro ambulâncias e carros de resgate", afirmou Júlia.
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