RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, classificou nesta terça-feira de "escandalosa" a pesquisa CNT/Sensus, que deu 51,1 por cento das intenções de voto ao presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva, com vitória no primeiro turno.
"Só falo de coisa séria. Isso é escandaloso. Anote o número hoje e confira o resultado no domingo. Aí você vai ter a resposta", disse Alckmin, antes de conceder entrevista para correspondentes estrangeiros.
Alckmin apresentou números de alguns Estados em que está à frente para demonstrar que as pesquisas não acompanham a dinâmica do eleitorado.
"Estamos em processo de mudança. A pesquisa publicada hoje já é velha porque retrata ontem. As mudanças são tão fortes que os institutos não pegam", declarou.
O candidato voltou a dizer que a investigação sobre a tentativa de compra do dossiê por pessoas ligadas ao PT não pode acompanhar o calendário eleitoral.
"A velocidade que se teve para violar o sigilo bancário de gente pobre não se repete agora para elucidar crimes graves", disse Alckmin, referindo-se ao caseiro Francenildo Costa, que teve seu sigilo bancário quebrado no caso envolvendo o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
Alckmin espera que não haja interferência política nas investigações, mas considerou estranha a demora. "Já se passaram 12 dias e não houve quebra de sigilo bancário, telefônico ou fiscal de nenhum dos envolvidos", afirmou.
(Por Mair Pena Neto)
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