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 Brasil

24/08/2007 - 16h00
Ministros e advogados dão sinais de exaustão na 'maratona' do Supremo

Paulo Mario Martins
do UOL News, em Brasília

Sinais de cansaço já são visíveis entre os participantes do julgamento da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o chamado "mensalão". Enquanto o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, lia seu voto sobre a acusação de que teria sido desviado dinheiro do Banco do Brasil (BB), por meio da Visanet, para a agência de publicidade do empresário Marcos Valério, advogados dos suspeitos deixavam transparecer o esgotamento físico.

Um deles era o ex-ministro da Justiça (1999 a 2000) e advogado José Carlos Dias, que defende os dirigentes do Banco Rural, Kátia Rabello e José Roberto Salgado. Dias cochilou durante boa parte do voto de Barbosa a respeito da denúncia envolvendo o ex-diretor de Marketing do BB Henrique Pizzolato, o publicitário Marcos Valério e seus sócios, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e Rogério Tolentino.

Mas os advogados não são os únicos que estão exaustos. Antes da sessão começar, ainda pela manhã, o ministro Celso de Mello já tinha admitido que o julgamento estava cansativo. "É uma maratona física, um torneio intelectual e um exercício de alta responsabilidade", afirmou.

Nesta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no terceiro dia de análise do inquérito que apura o suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo no Congresso. Os ministros decidem se aceitam a denúncia e abrem ação penal contra 40 pessoas acusadas de envolvimento no esquema.



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