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14/09/2007 - 10h00
Quase 30% dos domicílios brasileiros não têm rede de esgoto, mostra Pnad
Da Redação Em São Paulo
| REDE DE ESGOTO |
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| Rondônia | 48,3 | 46,6 |
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| Acre | 44,2 | 44,7 |
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| Amazonas | 55 | 61,2 |
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| Roraima | 74,9 | 72,8 |
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| Pará | 57,8 | 57 |
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| Amapá | 58,4 | 27,2 |
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| Tocantins | 23,7 | 21,6 |
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| Maranhão | 49,5 | 53 |
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| Piauí | 53,3 | 63,8 |
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| Ceará | 40,8 | 42,5 |
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| Rio Grande do N. | 55,9 | 45,9 |
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| Paraíba | 52,3 | 49,6 |
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| Pernambuco | 40,6 | 41,5 |
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| Alagoas | 30,5 | 29,7 |
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| Sergipe | 71,8 | 71,7 |
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| Bahia | 46,6 | 52,1 |
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| Minas Gerais | 74,8 | 76,9 |
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| Espírito Santo | 75,7 | 76,1 |
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| Rio de Janeiro | 88,1 | 90,6 |
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| São Paulo | 93,1 | 92,3 |
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| Paraná | 68,5 | 69,7 |
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| Santa Catarina | 82,6 | 85,3 |
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| Rio Grande do Sul | 80,7 | 80,4 |
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| Mato Grosso do S. | 15,7 | 23,5 |
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| Mato Grosso | 44 | 34,2 |
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| Goiás | 36,6 | 37,2 |
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| Distrito Federal | 94,3 | 95,6 |
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| Estado | 2005 | 2006 |
| VEJA ESPECIAL PNAD 2006 |
Quase 30% das moradias brasileiras não têm serviço de rede de esgoto. Os dados da Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicaram a "inadequação clara ou inexistência do esgotamento sanitário em 29,4% dos domicílios brasileiros".
Apesar desta constatação, os dados mostraram um aumento em relação a 2005 no número de unidades domiciliares atendidas por rede coletora de esgoto em 3,3%, e do número de moradias que utilizavam fossa séptica em 6,1%.
Em um raio-x do Brasil, 48,5% dos domicílios particulares permanentes dispunham, em 2006, de esgotamento sanitário por meio de rede coletora, e 22,1% utilizavam fossa séptica.
O panorama das regiões em relação ao serviço permaneceu praticamente inalterado de 2005 para 2006. O Sudeste liderou o ranking de 2006, com 87,6% de cobertura. O Centro-Oeste aparece na lanterna, com 44,5% de domicílios atendidos no mesmo período.
Dados negativos Embora na média nacional tenha sido constatado o crescimento de domicílios atendidos, 12 Estados apresentaram índices menores do que em 2005 (veja na tabela).
O IBGE não descarta que as quedas se encaixem na margem de erros da pesquisa, que varia para cada tema da Pnad e para o número da população na região e no Estado analisado.
O Amapá, pela Pnad, apresentou grande queda no atendimento de rede de esgoto ou fossa séptica aos domicílios: de 58,4% em 2005 para 27,2% em 2006. Outro Estado que também apresentou queda significativa no serviço foi o Rio Grande do Norte: de 55,9% em 2005 para 45,9% em 2006.
Mesmo tendo pouca cobertura, o Mato Grosso do Sul apresentou uma melhora no serviço: de 15,7% em 2005 para 23,5% em 2006.
Os índices no Estado de São Paulo (93,1% em 2005 e 92,3% em 2006) não representam progresso. "O número de domicílios atendidos por rede de esgoto ou fossa séptica em São Paulo apresenta-se estável de um ano para o outro. Por ser o carro-chefe da economia do país, esperaria-se mais investimento do Estado e, por isso, um aumento significativo das moradias atendidas. Por outro lado, a estabilidade do índice explica-se pelo crescimento desordenado da população nos grandes centros, como a capital", explicou Antônio Luiz Carvalho Leme, coordenador do IBGE de São Paulo.
Coleta de lixo Em todas as regiões, observou-se, com a Pnad, o crescimento do percentual de domicílios cujo lixo era coletado. A proporção de domicílios atendidos passou de 85,8%, em 2005, para 86,6%, em 2006, de um total de 54,6 milhões de moradias particulares brasileiras. Entretanto, um universo de 7,3 milhões de moradias ainda não tem o serviço.
A análise por regiões mostrou que 72,8% dos domicílios têm o lixo coletado no Nordeste, região que apresentou o pior índice. Gradativamente, o número subiu no Norte (76,0%) e no Centro-Oeste, Sul e Sudeste: 87,8%, 89,4% e 94,9%, respectivamente.
Comparando os índices dos Estados, Piauí e Maranhão mostraram os piores resultados, tanto em 2005 (51,1% e 59,6%) quanto em 2006 (51,4% e 60,7%, respectivamente). São Paulo liderou o ranking da coleta de lixo, com 98,4% dos domicílios atendidos.
Abastecimento de água Rondônia (38,6%), Acre (47,6%) e Pará (48,2%) apresentaram os menores percentuais de cobertura de abastecimento de água do país em 2006. O diagnóstico repetiu o do ano passado e apresentou pouca oscilação.
Distrito Federal e São Paulo apresentaram as maiores coberturas: superaram os 90% nos dois últimos anos. Na região Nordeste, o destaque foi Sergipe, que se aproximou dessa marca em 2006, alcançando 89,2% de cobertura do fornecimento de água por meio de rede geral.
Lei A Lei do Saneamento Básico (11.445/2007), que prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água, rede de esgoto e drenagem de águas pluviais, além da coleta de lixo para garantir a saúde da população brasileira, só passou a vigorar oficialmente a partir de 22 de fevereiro deste ano.
Com ela, os investimentos previstos para o setor são de R$ 10 bilhões por ano, incluídos recursos (R$ 3 bilhões) provenientes do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), durante pelo menos 20 anos. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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