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16/09/2007 - 09h57
Kassab diz que Serra é quem decidirá o candidato da aliança DEM-PSDB em São Paulo em 2008
do UOL News
A pouco mais de um ano das eleições municipais, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não afirma categoricamente que deseja concorrer à sucessão, mas também não esconde que essa é sua intenção. Entretanto, diz que abandonaria a empreitada em favor do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), em prol da manutenção da aliança entre democratas e tucanos no Estado.
Em entrevista exclusiva concedida ao UOL News na última sexta-feira (14) na sede da prefeitura, Kassab, que também preside os diretórios estadual e municipal do DEM, afirmou ainda que a decisão sobre o candidato da aliança será tomada pelo governador José Serra (PSDB).
"Essa aliança tem um líder, que é o governador José Serra. No momento oportuno, ele saberá dar um rumo a essa aliança, definindo seu candidato. Os democratas seguirão a decisão do governador aqui em São Paulo", disse.
"Os projetos pessoais não devem prevalecer sobre as grandes decisões. Eu jamais deixaria um projeto pessoal prevalecer em detrimento a um projeto de cidade e de país", completou o prefeito.
Alçado ao comando da maior cidade do país depois que Serra deixou a prefeitura para concorrer ao governo do Estado em março de 2006, Kassab apontou o que considera acertos de sua administração: os avanços nas áreas de saúde e educação. Não falou de erros, porém.
Questionado sobre o que mais o irrita atualmente na cidade, aproveitou para alfinetar os antecessores. "O que mais irrita é o descaso que as administrações anteriores tiveram com a educação e com a saúde pública", disse.
"Na cidade, há 2,2 milhões de alunos, mais os pais e as mães de cada aluno. Isso representa metade da população paulistana. Se nós fizermos investimentos adequados na saúde e educação, estamos melhorando a qualidade de vida de metade da população da cidade", afirmou.
O prefeito também preferiu não atribuir uma nota à sua administração. No primeiro semestre, ao ser sabatinado pelo jornal Folha de S.Paulo, havia dado nota 10. "Quando você atribui uma nota a uma gestão, você atribui em relação ao desempenho e as possibilidades que uma gestão pode realizar. A nota 10 foi referente ao estado de espírito da equipe", afirmou. Assista.
Kassab descartou a possibilidade de implantação de pedágios urbanos e também a ampliação do rodízio de veículos para tentar amenizar o drama de quem enfrenta o caótico trânsito da cidade de São Paulo.
O prefeito disse que a administração não pensa em implementar ações imediatas, e sugeriu medidas a médio e longo prazo, como a ampliação do transporte ferroviário, do metrô, investimentos no transporte público e a conclusão do Rodoanel, para melhorar o trânsito.
"Nós temos que pensar em São Paulo para as gerações futuras. O médio prazo também chega rápido", declarou.
Educação
Apesar de dar continuidade à construção de 24 CEUs, marca da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), Kassab criticou o desempenho da antiga administração na área.
"Nós acabamos com a 54 escolas de lata da rede municipal. Vamos construir 24 CEUs e 54 escolas para acabar com o terceiro turno nas escolas (das 11 às 15h)", disse.
Sobre a paralisação do professores da rede municipal, que prometem entrar em greve a partir do dia 25, disse que vai transformar as gratificações concedidas ä categoria em reajuste salarial, o mais rápido possível. "Nós investimos na valorização dos professores, dando aumento de 54% em forma de gratificação", afirmou.
Saúde
Na última semana, a gestão Kassab/Serra fez a terceira mudança no comando da Secretaria Municipal da Saúde, área considerada prioritária por ambos. Para o prefeito, a mudança não interfere no bom andamento dos projetos da administração. "Na administração pública sempre tem a hora de passar o bastão", disse. Assista.
Finanças
Kassab afirmou que apesar do orçamento apertado e da dificuldade para resolver os problemas da cidade, deixará dinheiro em caixa no final de 2008, quando termina o mandato. Entretanto, prefeito preferiu não apontar o valor.
"Vamos deixar a prefeitura muito melhor do que encontramos, com receita para pagar despesas que ainda existam. Nós aumentamos a fiscalização e não aumentamos a carga tributária. Mesmo assim a receita aumentou", disse, citando a economia de R$ 1 bilhão com a renovação de contratos. Assista.
Assista à entrevista na íntegra

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