
O HPV é uma doença provocada por vírus e transmitida por via sexual, às vezes até sem penetração. Principalmente nas mulheres, o HPV pode causar alterações que levam ao câncer no colo do útero. Estudos mostram que, após dois anos de vida sexual ativa, 50% das mulheres têm contato com o vírus. A maioria consegue eliminá-lo naturalmente, mas muitas não conseguem.
Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que 40 são transmissíveis por via sexual e uma parte deles pode levar ao câncer. Existe uma vacina aprovada para prevenir dois tipos de HPV, o 16 e o 18, muito associados ao câncer. Mas, para fazer efeito, a imunização deve ser feita antes do contato com o vírus.
A vacina é indicada para meninas de 9 a 16 anos e, recentemente, o FDA (órgão de controle de medicamentos nos EUA) aprovou seu uso em meninos. "A vacina é útil também para homens", explica o infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e do Hospital Sírio Libanês. "Mas, como os primeiros estudos foram feitos em mulheres, a aprovação inicial foi para esse público", acrescenta. No Brasil, a vacina contra o HPV não está disponível na rede pública e é cara.
Kallás ressalta, no entanto, que a imunização não deve substituir os exames regulares de homens e mulheres, até porque não protege para todos os tipos de vírus. O diagnóstico precoce da doença evita que as lesões causadas pelo HPV evoluam para câncer.
Assista à entrevista completa feita por Jairo Bouer com o infectologista Esper Kallás:
Assista também às respostas do infectologista para as perguntas de internautas do UOL sobre HPV: