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19/11/2009 - 14h21

Mortes de crianças por diarreia no país caem quase 94% em 25 anos

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

O número de mortes de crianças menores de um ano de idade por diarreia no Brasil caiu 93,9% em 25 anos, segundo o estudo “Saúde Brasil 2008”, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (19). Os dados são referentes ao período de 1980 a 2005.

 

A doença deixou de ser a segunda causa de mortalidade infantil no país e passou a ser a quarta. O número de óbitos caiu de 32.704, em 1980, para 1.988, em 2005.

 

 

PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE INFANTIL
*Fonte: Saúde Brasil 2008
Doença diarreica aguda 32.704 1.988
Doenças imunizáveis 2.917 80
Desnutrição e anemias nutricionais 8.405 909
Infecção respiratória aguda 18.852 2.357
Afecções perinatais 51.030 29.690
Malformações congênitas 7.191 7.830
Demais causas (não principais) 13.755 5.947
Causas definidas (sub-total) 134.854 48.801
Causas mal-definidas 45.194 2.743
Total (todas as causas) 180.048 51.544
Grupamento de causas 1980 2005
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As principais causas de mortes de crianças no país, atualmente, são as afecções perinatais, nome dado aos problemas que acometem as crianças na primeira semana de vida. Foram 29.690 óbitos em 2005). Em seguida, estão as malformações congênitas (7.830) e as infecções respiratórias agudas, como a pneumonia (2.357). Em todos os grupos houve queda em relação a 1980 (ver quadro).

 

 

No período, o número absoluto de mortes infantis teve queda de 71,3%, de 180.048 para 51.544. Para o diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde (DASIS) do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio, a redução se deve a melhoras no nível de educação materna, ao maior acesso a água tratada, saneamento e serviços de saúde como a Estratégia Saúde da Família.

 

A taxa de mortalidade infantil (menores de um ano de idade) passou de 47,1 óbitos por mil bebês nascidos vivos, em 1990, para 19,3 mortes, em 2007, o que representou redução média de 59,7%, segundo o Ministério.

 

A proporção de mulheres que fizeram sete ou mais consultas de pré-natal no Brasil passou de 47,5%, em 1996, para 63,7%, em 2006. Enquanto isso, o índice de partos ocorridos em hospitais passou de 84,5% para 97,9% no mesmo período.

 

Os dados também mostram expressiva queda no número de mortes por doenças evitáveis por vacina. Hoje, apenas 0,2% dos óbitos infantis são devido a doenças imunizáveis.

 


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