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24/11/2009 - 13h16

Para Unaids, dados sobre Aids são positivos mas ainda preocupam

Da Agência Brasil

O Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) alertou nesta terça-feira (24) que a epidemia da doença tem avançado e que os esforços de prevenção não acompanham o ritmo das mudanças. Apesar de o Relatório sobre a Epidemia Global de Aids 2009 indicar uma queda de 17% nas novas infecções pelo vírus, o coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, avaliou que os dados ainda preocupam.

 

 

O número de infecções pelo vírus HIV em todo o mundo teve queda de 17% nos últimos oito anos, segundo o Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). As estimativas indicam que 33,4 milhões de pessoas vivem com o HIV. Desse total, 2,7 milhões foram infectados em 2008. No ano passado, 2 milhões de pessoas morreram em consequência da Aids.

O Relatório sobre a Epidemia Global de Aids 2009 revela que, do total de infectados, 31,1 milhões são adultos, sendo que as mulheres representam mais da metade (15,7 milhões) dos soropositivos. Leia mais
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Durante o lançamento do documento, ele destacou uma espécie de novo perfil da Aids, já que os picos de maior número de infectados e de maior número de mortes foram registrados em 1996 e 2004. Os dados atuais revelam que o número de pessoas que vivem com a doença nunca foi tão grande e já soma 33,4 milhões de infectados.

 

 

“Há necessidade de uma reflexão profunda do ponto de vista de políticas públicas para que possamos enfrentar essa epidemia”, disse Chequer. Desde o início da epidemia, 60 milhões foram infectadas e 25 milhões já morreram em consequência da doença.

 

Atualmente, surgem mais de 7.400 novos casos por dia – mais de 97% deles em países de baixa ou média renda e 40% entre jovens maiores de 15 anos. Para Chequer, a população jovem tem se mostrado vulnerável ao HIV por conta da falta de informação e de acesso aos meios de prevenção.

 

Ele ressaltou que a vacina contra a transmissão vertical – quando o vírus é passado de mãe para filho durante a gestação, no momento do parto ou mesmo com o aleitamento materno – existe desde 1997, mas que não há uma demanda social forte. “Esse distanciamento em relação a um tema crônico tem dificultado e não há mobilização dos profissionais de saúde”, afirmou, ao lembrar que algumas gestantes ainda fazem o pré-natal sem passar pelo teste e sem tratamento para a aids.

 

“A comemoração ocorre com cautela. É preciso mais investimentos e trabalhar com cenários regionais para estabelecer parâmetros de prevenção e de diagnóstico”, disse.

 

Entre as prioridades para 2009, o Unaids destacou a prevenção da morte de mães e bebês infectados; a garantia de que pessoas que vivem com o vírus recebam tratamento; o combate às mortes de soropositivos provocadas pela tuberculose; o fim da violência contra mulheres e meninas; a capacitação de jovens para que se protejam contra a doença; e o fortalecimento de uma rede de proteção social para pessoas infectadas.


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