
A timidez não é doença, mas pode se tornar. “Como um ciclo vicioso e repetitivo, a retração, quanto mais cedo na vida do indivíduo se inicia, pior se torna na passagem das etapas e fases do desenvolvimento humano, podendo adquirir características fóbicas ou de total isolamento social”, alerta o psicólogo René Schubert.
O fóbico social possui as mesmas características do tímido, porém com uma intensidade muito maior. Apenas a mera expectativa de viver uma situação nova ou iniciar um relacionamento pode desencadear medo e ansiedade. E o seu desconforto pode ser tão intenso a ponto de desencadear reações físicas, como rubor facial, sudorese intensa, tremores, tensão muscular, fala tremida, taquicardia, boca seca.
Um pouco de timidez ser até saudável, já que torna o indivíduo mais cauteloso, menos impulsivo e mais atento aos comportamentos e sentimentos dos outros
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Para evitar essa sensação, o indivíduo passa a "fugir" de situações que exijam exposição social, como ir a festas, participar de reuniões, ou mesmo comer em restaurantes e usar banheiros públicos. Em casos mais graves o fóbico social deixa de sair de casa e vive em completo isolamento, por medo absoluto de enfrentar situações sociais e de sofrer constrangimentos.
Mas a vergonha de se expor também pode levar a outro problema. Algumas pessoas, para conseguir vencer o desconforto causado pela timidez, acabam fazendo uso de bebidas alcoólicas e drogas. Isso acontece especialmente na adolescência, em que há uma pressão muito forte do grupo de amigos, além da vontade de fazer mais amigos, namorar e se divertir. Um adolescente pode recorrer ao álcool ou às drogas para quebrar sua inibição e paquerar uma menina, por exemplo. Se o recurso der certo, essa ação pode se tornar freqüente e levar ao abuso e ao vício.