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14/06/2007 - 13h28

Greenpeace diz que milho transgênico da Monsanto é potencialmente tóxico

Bruxelas, 14 jun (EFE) - A organização ambientalista Greenpeace divulgou nesta quinta-feira os resultados de um estudo que indica que o milho transgênico NK603, produzido pela empresa americana Monsanto e aprovado na União Européia em julho de 2004, é "potencialmente tóxico".

Os laboratórios do Comitê de Pesquisa e Informação Independentes sobre Engenharia Genética de Paris testaram o cereal modificado em ratos e verificaram que, após um prazo de 90 dias, os animais apresentaram até 60 anomalias biológicas, segundo um comunicado da organização.

Os ratos tiveram alterações no tamanho do fígado, do cérebro, do coração e dos rins e apresentaram significativas diferenças de peso em comparação com os alimentados com milho normal.

"Isto poderia ser um sinal de alerta de toxicidade, mas não foi investigado profundamente", denunciou o Greenpeace.

O NK603 é um tipo de milho geneticamente modificado para aumentar a tolerância do cereal a determinado tipo de herbicida e obteve o visto da Comissão Européia para ser vendido nos países do bloco europeu em julho de 2004.

"É motivo de preocupação que as sementes e alimentos geneticamente modificados recebam o sinal verde da UE, apesar das alarmantes anomalias que geram em animais em um período de testes extremamente pequeno. Nós teremos de comê-los durante anos", disse hoje o assessor do Greenpeace para produtos transgênicos, Marco Contiero.

Os laboratórios franceses questionaram ainda a validade das avaliações de risco oferecidas pela Monsanto para obter a autorização da Comissão Européia.

Os cientistas da empresa americana, de acordo com o Greenpeace, não colocavam em dúvida que o consumo do produto pudesse causar alterações nos animais, mas consideravam que estas não eram "biologicamente significativas".

Esta é a segunda vez na qual o Greenpeace divulgou estudos científicos que questionam a qualidade de produtos da Monsanto autorizados na União Européia.

Em março, a organização denunciou que o milho MON863 também gera mostras de toxicidade nos rins e no fígado dos ratos de laboratório.

O Greenpeace exigiu nesta quinta-feira a retirada do milho NK603 e a suspensão de todas as autorizações de produtos geneticamente modificados até que o sistema de avaliação de riscos da UE, baseado nos relatórios fornecidos pelos próprios fabricantes, seja revisado.


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