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28/10/2009 - 15h35

Laboratório promete preço barato para vacina contra a malária

Por Kate Kelland

Mais de 5.500 crianças africanas receberam uma nova vacina experimental contra a malária e o laboratório farmacêutico britânico por trás disso, a GlaxoSmithKline, prometeu na quarta-feira que o preço não será um empecilho, caso ela funcione.

A vacina, chamada Mosquirix, é a primeira injeção contra malária a chegar à fase final dos testes clínicos e vem criando alvoroço nos dias que antecedem uma conferência com 1.500 especialistas em malária em Nairóbi na semana que vem.

Embora o mundo tenha de esperar um pouco mais pelos resultados dos testes, o diretor-presidente da Glaxo, Andrew Witty, disse que sua empresa será razoável com relação ao preço.

"Não vamos deixar que o preço fique no caminho do acesso às vacinas contra a malária", disse ele a jornalistas na quarta-feira. "Seremos extremamente responsáveis sobre a quantia que iremos fixar para essa vacina".

A malária mata quase um milhão de pessoas anualmente e cerca de 40 por cento da população mundial está sob risco de contrair a doença, principalmente nos países mais pobres do mundo. Os especialistas em saúde ressaltam que não há "balas mágicas" contra a doença.

Os testes clínicos em larga escala para segurança e eficácia do Mosquirix começaram em maio e a vacina foi aplicada em entre 5 mil e 6 mil crianças de sete países africanos, incluindo Tanzânia, Quênia, Moçambique e Gabão.

O teste, o maior já realizado no continente africano, envolverá 16 mil crianças e produzirá dados preliminares após 12 meses e resultados finais depois de 30 meses.

Os dados oriundos dos testes iniciais com o Mosquirix sugerem uma eficácia de 50 a 55 por cento -- mas como são necessários outros de três a cinco anos antes que ele seja licenciado e colocado em uso, se de fato funcionar, os especialistas ressaltam que a erradicação da doença implica o combate em várias frontes.


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