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22/11/2005 - 12h26
Aprovação a Lula cai 3,3 pontos e presidente seria derrotado por Serra em 2º turno, diz CNT/Sensus
Da Redação Em São Paulo
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira mostra que cai a popularidade do presidente Lula, cresce a desaprovação e, pela primeira vez, o presidente seria derrotado por José Serra em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2006. Estes são os piores índices encontrados pela pesquisa desde o começo do governo, em 2003.
A aprovação a Lula caiu de 50% em setembro, data da última pesquisa, para 46,7%, atingindo pela primeira vez um percentual abaixo da casa dos 50%. Já a desaprovação ao presidente subiu de 39,4% para 44,2% no mesmo período.
A pesquisa ouviu duas mil pessoas, no período de 14 a 17 de novembro de 2005, em 24 estados das cinco regiões brasileiras.
A avaliação positiva do governo também mostra queda, de 35,8% em setembro para 31,1%. Hoje, 29% avaliam negativamente o governo.
Eleições 2006 Pela primeira vez desde o início de seu governo, Lula não se reelegeria em um eventual segundo turno contra José Serra (PSDB-SP), prefeito de São Paulo. Lula seria derrotado por 42,5% contra 37,6% por Serra, mas venceria os demais adversários caso houvesse segundo turno em 2006. Apesar da vantagem do tucano, a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. A última pesquisa, divulgada em setembro, também apontava empate entre os dois políticos: 37,9% para Lula e 37,5% para Serra.
Na pesquisa espontânea, no entanto, Lula ainda lidera com certa folga, com 19,4% das intenções de voto. José Serra tem 7,2%; contra 3,6% de Geraldo Alckmin (PSDB-SP); e 2,1% de Anthony Garotinho (PMDB-RJ). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) aparece com 1,6% e o ministro Ciro Gomes com 1,0%. Eleitores indecisos, votos brancos e nulos somam 60,2%, segundo a pesquisa.
Os pesquisadores também ofereceram listas de candidatos para que o entrevistado escolhesse em quem votaria em 2006. Em todas as listas, Lula sairia na frente dos adversários --entre eles, Geraldo Alckmin, José Serra, FHC, Anthony Garotinho, Heloísa Helena e César Maia -- no primeiro turno das eleições de 2006.
Economia O mau desempenho do governo Lula se reflete também na área econômica. A maioria dos entrevistados (52,7%) desaprova a política econômica do governo, enquanto 35,3% afirmam que ela "está no rumo certo". Já com relação ao futuro da economia brasileira para os próximos seis meses, 49,4% não confiam em um bom desempenho, contra 42,3% que dizem confiar em bons resultados.
Área social Segundo a pesquisa, a avaliação do governo na área social é um pouco melhor. Para 48,6% dos entrevistados, os programas sociais do governo Lula são positivos e ajudam a população; para 10,9%, esses programas são positivos e levam ao desenvolvimento do país; mas 23,2% entendem que eles são negativos e não resolvem os problemas sociais brasileiros, e para 11,7%, os programas são negativos e não geram desenvolvimento.
Corrupção Para 35,6% dos entrevistados, a corrupção aumentou muito no governo Lula; 16,2% disseram que a corrupção aumentou pouco. 36,8% entendem que a corrupção ficou como sempre esteve no País; 6,6% acreditam que ela diminuiu um pouco no período e 0,8% que ela diminuiu muito.
A corrupção no Brasil é grave e maior que em outros países, para 70,2% dos entrevistados; já para 11,8%, a corrupção brasileira não é grave e é menor que a de outros países; e 11,8% entendem que a corrupção no Brasil é igual à de outros países.
Crise política Após meses de denúncias de corrupção, 77,3% dos entrevistados acreditam que ainda podem surgir fatos novos; para 16,4%, no entanto, a maior parte das denúncias já foi feita.
As denúncias de corrupção vão ter influência na hora da eleição do próximo ano, de acordo com 64,6% dos entrevistados; para 29,6% essas denúncias não mudarão suas tendências de voto. 72,6% dos entrevistados entendem que a imagem do presidente Lula foi afetada pela crise política, contra 23,7% que entendem que as denúncias não afetarão o desempenho do presidente nas eleições do ano que vem.
Os políticos envolvidos em irregularidades deverão ter problemas nas próximas eleições, já que 82,1% das pessoas ouvidas pela pesquisa dizem que não votariam neles em hipótese alguma. 13,9% acreditam que, independentemente do envolvimento, o importante é o que o político faz para a população.

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