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26/06/2006 - 14h18
Brasil e Argentina assinam acordo sobre comércio de automóveis
Buenos Aires, 26 jun (EFE).- Argentina e Brasil assinaram hoje um
acordo destinado a equilibrar o comércio bilateral de automóveis e a
gerar "um padrão" para novos investimentos no setor, disseram os
Governos de ambos os países.
O convênio, que entrará em vigor a partir do dia 1º de julho e
terá dois anos de vigência, foi negociado na última semana.
O ministro de Indústria e Comércio Exterior brasileiro, Luiz
Eduardo Furlan, afirmou que "a negociação é equilibrada para os dois
países e dá um sinal muito positivo ao setor privado sobre novos
investimentos".
"Em um momento no qual o setor de automoção tem alguns problemas
mundiais, o Mercosul pode ser uma opção para novos investimentos",
afirmou o ministro.
Furlan considerou que o aumento no comércio bilateral de
automotores registrado nos primeiros cinco meses do ano "é um sinal
de que o mercado está demandando, que os veículos têm qualidade e
estão sendo competitivos".
O secretário de Indústria argentino, Miguel Peirano, explicou que
"o índice flex, que mede o nível de intercâmbio entre Argentina e
Brasil a partir do qual se pagam tarifas, será de 1,95% por um
período de dois anos, exceto se nos primeiros 12 meses o índice
superar 2,1%".
Isto significa que para cada US$ 100 milhões exportados é
possível importar até US$ 195 milhões sem pagar impostos, enquanto o
mecanismo que estará em vigor até o dia 30 de junho possui um índice
de 2,6%.
As principais multinacionais de automóveis européias, americanas
e japonesas estão instaladas no Brasil e na Argentina. Por isso, o
acordo alcançado hoje favorecerá no desenvolvimento da indústria
argentina de peças, setor cujo tamanho equivale à quarta parte do
brasileiro.
"Em dois anos poderemos pensar em um horizonte mais amplo. O
destino do setor automobilístico é buscar o livre-comércio no
Mercosul e neste período seguiremos como está programado para
reforçar as bases e garantir que isso ocorra no futuro", afirmou
Furlan.
O ministro disse também que o Brasil pretende retomar as
negociações para revisar os impedimentos que a Argentina colocou
sobre a importação de eletrodomésticos e outros produtos
brasileiros.
"O que dissemos na reunião com Kirchner é que temos que ver se as
origens que levaram à Argentina a colocar certos impedimentos há
dois anos e meio continuam válidos", avaliou.
Segundo Furlan, "os segmentos que foram penalizados estão
sofrendo porque tiveram uma diminuição de sua produção geral e
sofrem também pela taxa de câmbio que há no Brasil". UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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