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13/06/2007 - 15h25
Petrobras estuda contratação de mais um navio para regaseificar GNL
Brasília, 13 jun (EFE).- O presidente da Petrobras, José Sérgio
Gabrielli, disse hoje que a estatal estuda a possibilidade de
contratar um terceiro navio para regaseificar no país gás natural
liquidificado (GNL) importado como parte da estratégia para reduzir
sua dependência do gás natural boliviano.
A terceira unidade teria capacidade para transformar até 14
milhões de metros cúbicos de gás por dia, afirmou Gabrielli durante
o seminário sobre energia organizado hoje em Brasília pela
Confederação Nacional da Indústria.
A Petrobras já contratou dois navios que usará para transformar
em gás o GNL que importará e que começarão a operar no ano que vem
no Rio de Janeiro e no Ceará.
As duas usinas já contratadas têm capacidade para transformar
juntas cerca de 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Gabielli disse que a empresa ainda não sabe em que local
instalará o terceiro navio nem a partir de quando começará a operar.
O presidente da estatal disse que a Petrobras preferiu realizar a
regaseificação em navios e não em instalações terrestres, o que lhe
dá uma maior flexibilidade.
"Temos que garantir o fornecimento onde o demandem as
termoelétricas", declarou.
A Petrobras assinou em abril com a empresa Nigerian LNG seu
primeiro acordo para importar gás natural liquidificado.
Da mesma forma assinou um acordo de confidencialidade com a
empresa Omã LNG para a possível compra de gás natural liquidificado
deste país árabe e anunciou que negocia contratos similares com
países que possam oferecer preços competitivos e garantias de
abastecimento como Catar, Trinidad e Tobago, Nigéria e Argélia.
A estratégia de importar o gás natural liquidificado pretende
aumentar o número de fornecedores e evitar ameaças de
desabastecimento de gás ou medidas inesperadas do presidente
boliviano Evo Morales, que no dia primeiro de maio do ano passado
anunciou a nacionalização de hidrocarbonetos de seu país.
O Brasil importa cerca de 26 milhões de metros cúbicos diários de
gás natural da Bolívia, o que representa quase metade de seu
consumo.
Os três navios para regaseificar o gás natural liquidificado lhe
permitirão superar esta oferta, com uma capacidade de 34 milhões de
metros cúbicos diários.

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