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 Economia

07/08/2007 - 10h07
Carlos Slim é apontado pela revista "Fortune" como homem mais rico do mundo

Julián Rodríguez Marín México, 7 ago (EFE).- O magnata mexicano Carlos Slim declarou que ser o homem mais rico do mundo - posição que ocupou nesta segunda-feira, segundo a revista "Fortune" - não o afeta, e que isso não tem nenhuma importância para ele, pois seu maior orgulho é sua família.

O mexicano, de 67 anos, tem uma fortuna de US$ 59 bilhões, frente aos US$ 58 bilhões do americano Bill Gates, segundo a revista. Os cálculos das fortunas foram feitos de acordo com os valores que as companhias tinham na bolsa no mês passado.

O empresário, que possui um conglomerado de dezenas de empresas, disse na semana passada à imprensa estrangeira que não se importa se é o primeiro, o 20º ou o número dois mil na lista dos mais ricos.

Para ele, o mais importante é conseguir conciliar a atividade empresarial com a família e cumprir com sua responsabilidade social.

O empresário mexicano disse que embora já esteja aposentado dos negócios - apesar de ainda ser o líder estratégico de seu conglomerado -, dedica todo seu tempo às diversas atividades altruístas de suas fundações, com o propósito de melhorar o nível de vida dos mexicanos e da América Latina.

Segundo ele, não se trata de repartir dinheiro porque a doação não ajuda, mas de resolver problemas e acabar com a pobreza com educação e emprego. No entanto, reconheceu que sempre haverá críticas contra si.

"Estou completamente convencido, até a medula, que o melhor investimento é combater a pobreza, não somente para se sentir bem ou por razões morais ou de justiça social, mas para o desenvolvimento do país, que se sustenta no bem-estar dos demais", disse.

Nascido em 1940, o presidente vitalício do Conselho de Administração da Teléfonos de México (Telmex) questionou o método utilizado pela "Forbes" - que em março disse que Slim ocupava o segundo lugar da lista, com US$ 53,1 bilhões. Ele afirmou que seus ativos não variaram tanto como a publicação sustentou.

"O que fazem é avaliar as empresas por seu preço no mercado e estes subiam. Eu possuo o mesmo que há dez anos. Não tenho nem apartamentos, nem casas fora", declarou o magnata em entrevista coletiva no dia 13 de março.

Slim deve sua riqueza a seu império empresarial, que conta com a telefônica Telmex, a companhia de telefonia celular América Móvil, o Grupo Carso e a entidade financeira Inbursa, entre muitas outras.

O empresário mexicano se destaca no mundo dos magnatas porque nenhum outro multimilionário do planeta conseguiu acumular tanto dinheiro em tão poucos anos.

Filho de imigrantes libaneses que chegaram ao México no início do século XX, a fortuna de Slim se consolidou em 1990, quando conseguiu 20% da Telmex, operação que foi conhecida como "a venda do século".

Sua fortuna, que era de US$ 7,4 bilhões em 2003, foi avaliada dois anos mais tarde em US$ 30 bilhões, saltando do 35º para o segundo na lista neste ano, ao acumular US$ 53,1 bilhões, segundo publicou a "Forbes" há alguns meses. Agora alcançou o topo da lista de acordo com a "Fortune".

Os tentáculos de seu império cobrem uma infinidade de setores produtivos no México. Os seus negócios são beneficiados, em parte, por um afrouxamento na norma anti-monopólio, o que permitiu que alcançasse uma posição dominante no setor de telecomunicações.

Através do Grupo Carso, Slim possui empresas dedicadas à manufatura e comercialização de produtos para a indústria da construção, infra-estrutura, petróleo, energia, eletrônica, automotiva e telecomunicações.

Sócio da companhia aérea de baixo custo Volaris e da rede "Televisa", Slim concentra suas operações no setor financeiro no grupo Inbursa, que reúne operações de banco, seguros, previdência, fundos de pensão, arrendamento de propriedades, sociedades de investimento e saúde.

Nos últimos anos várias empresas deste engenheiro civil, graduado da Universidade Nacional Autônoma do México, se expandiram na América Latina, principalmente as de telecomunicações, através de aquisições de outras companhias, a ponto de já operar em 16 países da região.

Nos últimos anos Slim deixou o controle de seu império nas mãos de seus três filhos (Carlos, Marco Antonio e Patrick) e de seus genros.


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