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29/11/2007 - 12h01 Consumo energético chinês tem redução de 3% nos nove primeiros meses de 2007
Pequim, 29 nov (EFE).- O consumo energético por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) na China registrou uma queda de 3% nos nove primeiros meses deste ano, segundo números oficiais divulgados hoje. A China estabeleceu como meta diminuir em 20% o consumo energético no período entre 2006 e 2010, o que equivaleria a 4% ao ano, embora por enquanto não tenha conseguido cumprir este objetivo. No ano passado, a redução na intensidade energética foi de 1,23%. Nos primeiros nove meses do ano, as emissões de dióxido de sulfureto, principal contaminador atmosférico e causador da chuva ácida, caíram 1,81%, enquanto a demanda química de oxigênio, que indica a poluição hídrica, foi 0,28% menor. Os números também ficaram longe dos objetivos estabelecidos por Pequim para o período de 2006 a 2010, já que a meta seria reduzir estas taxas em 10% e 2% ao ano, respectivamente. "Os esforços de economia energética e redução da contaminação começam a alcançar resultados, mas a situação ainda é grave", disse o vice-presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (máximo organismo de planejamento), Xie Zhenhua, ao apresentar os resultados. Xie liderará a delegação chinesa que a partir do dia 3 participará da conferência de mudança climática da ONU realizada em Bali (Indonésia), e na qual a China, como país em desenvolvimento, se negará a assumir compromissos de redução de emissões. "A China assumirá sua responsabilidade em responder ao aquecimento global. Mas os países desenvolvidos deveriam assumir a maior responsabilidade, pois suas emissões são as principais causadoras da mudança climática", afirmou Xie. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassará este ano os Estados Unidos como o maior emissor mundial de CO2, cujas emissões não foram fornecidas hoje pelos responsáveis chineses.
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