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15/05/2008 - 21h14
Agricultores argentinos mantêm protesto à espera de "sinal" do Governo
Buenos Aires, 15 mai (EFE).- Os produtores rurais da Argentina
resolveram hoje estender até a próxima quarta-feira seus protestos
contra os impostos às exportações de grãos propostos pelo Governo de
Cristina Fernández de Kirchner, aguardando um "sinal" para retomar
as negociações.
Os dirigentes da Federação Agrária Argentina (FAA), a
Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), as
Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Sociedade Rural Argentina
(SRA) enviaram uma nota à chefe de Estado na qual lhe solicitam uma
"audiência urgente" visando reiniciar o diálogo.
As associações, que reúnem cerca de 290 mil produtores
agropecuários, asseguraram em entrevista coletiva que farão seus
"máximos esforços" para preparar o caminho de conversa com o
Governo, com o qual esperam "discutir soluções concretas" para o
setor.
Enquanto esperam esses "sinais", os agricultores não
comercializarão grãos com destino à exportação, tal como vêm fazendo
há uma semana.
Os dirigentes rurais disseram que as manifestações à beira das
estradas continuarão, embora sem bloqueios, e garantiram o
abastecimento de carnes, lácteos e outros alimentos perecíveis.
Além disso, convocaram para próximo 25 de maio um ato "pela
recuperação de um país federal" na cidade de Rosário (a 350
quilômetros ao noroeste de Buenos Aires).
Iniciarão, igualmente, uma campanha para colher um milhão de
assinaturas para que o Parlamento argentino recupere as funções
delegadas ao Executivo em matéria de fixação tributária.
O conflito explodiu em 11 de março, quando o Governo impôs um
novo esquema de impostos às exportações de grãos, embora o campo já
tivesse manifestado antes seu descontentamento pelas restrições às
vendas externas de carnes e trigo e à falta de uma política oficial
integral para o setor.

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