UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 Economia

03/07/2009 - 20h19
Desemprego continuará aumentando apesar de sinais de recuperação da crise

Manuel Fuentes.

Viña del Mar (EFE).- O desemprego continuará aumentando nos próximos meses e alcançará seu nível máximo nos países industrializados durante 2010, apesar dos primeiros sintomas de recuperação da crise econômica.

Esta foi a advertência feita pelos responsáveis do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) durante a II Reunião de Ministros da Fazenda da América, realizado hoje na cidade chilena de Viña del Mar.

"Embora estejamos começando a ver sinais de revitalização, os números de desemprego continuarão deteriorando-se", advertiu Nicolás Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), que participou do fórum representando seu diretor, Dominique Strauss-Kahn.

Em uma exposição a portas fechadas, Eyzaguirre especificou, além disso, que a recessão "contaminou o mundo", mas ressaltou que a queda da economia mundial começou a desacelerar-se "com vigor" e os números de 2010 serão melhores do que se imaginava há alguns meses.

Os Estados Unidos liderarão a recuperação econômica, graças aos recursos injetados pelo Governo de Barack Obama, enquanto a Europa e o Japão demorarão um pouco mais para recuperar-se.

Mas o crescimento do emprego virá depois da recuperação da produção, já que os agentes econômicos não tomam decisões até que verifiquem a consolidação do ritmo de crescimento depois da recessão.

Por isso, o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, pediu hoje aos Governos que não combatam o crescente desemprego com medidas protecionistas que interrompam o comércio mundial.

"Esse é o caminho que agravou a Grande Depressão dos anos 30", advertiu Zoellick, que lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentou um relatório nesta semana sobre o impacto das medidas restritivas ao comércio, que coincide com outros documentos elaborados pelo próprio BM.

"O desemprego pressiona os Governos a tomarem medidas, os países pedem aos consumidores que comprem seus próprios produtos", assinalou o presidente do BM.

Além disso, lembrou que o organismo recentemente criou um fundo para estimular o comércio mundial nos próximos dois anos, de US$ 50 bilhões, dos quais mais de US$ 12 bilhões serão destinados à América Latina.

Consciente do impacto do desemprego sobre os setores sociais mais desfavorecidos, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, encorajou os países do continente americano a superar a crise com a vontade política de trabalhar coordenadamente e mantendo a mente fria para tomar as decisões adequadas.

"A experiência chilena nos ensina que nos momentos difíceis é preciso manter a cabeça fria", acrescentou Michelle, em alusão às políticas de proteção social, e disse que, em momentos de crise econômica, "é possível ser popular, sem ser populista".

Sobre o impacto da crise na economia real, os ministros de Fazenda do continente americano expressaram sua preocupação pelas dificuldades para conceder empréstimos que sustentem medidas contra a crise.

O presidente do BM reconheceu que é muito difícil para a América Latina obter os R$ 180 bilhões que necessita para superar a recessão, enquanto as principais economias buscam os US$ 300 bilhões para solucionar seus próprios déficits.

Por isso, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou que antes do final de ano fechará as discussões sobre a nona ampliação de capital em seus 50 anos de história, que segundo números oficiosos poderia rondar os US$ 180 bilhões.

Os responsáveis dos organismos financeiros multilaterais discutiram também a situação em Honduras e reiteraram que manterão congelados seus programas de ajuda ao terceiro país mais pobre da América, até que não se resolva a crise causada pela deposição do presidente Manuel Zelaya.

O BM tem projetos de desenvolvimento de US$ 400 milhões em Honduras, dos quais US$ 270 milhões não foram desembolsados e cuja entrega ficou suspensa esta semana pelo golpe militar contra Zelaya, segundo Zoellick.


UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

Folha Online Dinheiro
Álcool dispara em outubro e perde vantagem em 10 Estados
UOL News Economia
"Falta planejamento no setor de energia", diz especialista
UOL News Finanças
Aluguel pago tem
imposto a restituir?