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26/08/2004 - 13h41
Calouros obrigados a fazer sexo com um cachorro em trote na Índia

Nova Délhi, 26 ago (EFE).- Alunos veteranos de uma universidade na Índia obrigaram três estudantes do primeiro período a fazer sexo entre eles e um foi obrigado a fazer o mesmo com um cachorro durante um trote, informou hoje, quinta-feira, a imprensa local.

Os fatos aconteceram na semana passada em um prédio da Escola de Arquitetura e Planejamento de Délhi (SPA), na capital indiana, em plena luz do dia, e na presença de 12 estudantes.

Os três calouros foram forçados por cerca de sete estudantes veteranos a realizar atos sexuais entre eles obrigando um deles a fazer o mesmo com um cachorro. Posteriormente, os jovens denunciaram o abuso às autoridades universitárias.

A escola convocou um comitê especial para investigar o fato, que considerou culpados os sete estudantes identificados pelas vítimas do cruel trote, e recomendou como punição que eles fossem expulsos do centro.

No entanto, as autoridades da escola decidiram não seguir esta recomendação, e impuseram um castigo aos culpados que consiste em uma multa de 180 euros e uma suspensão de três semanas, durante as quais poderão assistir às aulas, mas aparecerão nas chamadas como ausentes.

A gravidade do abuso contra os três jovens e o leve castigo imposto aos culpados abalou a comunidade universitária.

Segundo o jornal "Hindustan Times", um dos professores da escola afirmou que "este tipo de trote é fruto de uma mente doente, e demonstram não só que estamos produzindo estudantes de baixa qualidade, mas seres humanos de baixa qualidade".

O jornal afirma hoje na capa que "o castigo ameno sugere que uma das mais importantes instituições do país em sua área está disposta a conviver com esta realidade".

Este não é o primeiro incidente grave que ocorre na Índia em relação a trotes universitários. Ehsan Saba, de 17 anos de idade, morreu na semana passada quando outros estudantes o jogaram no mar, supostamente durante um trote, na Faculdade de Engenharia de Manipal, no estado indiano de Karnataka, no sul.

O pai do jovem anunciou que irá ao Tribunal Supremo denunciar as autoridades da universidade de seu filho, que acusa de negligência por não evitar estes trotes violentos.

A tradição de aplicar brincadeiras de mau gosto aos calouros se tornou algo habitual no começo dos cursos universitários na Índia, mas as autoridades acadêmicas começam a colocar limites a estes trotes, proibidos em algumas instituições.

Durante os últimos anos, algumas universidades adotaram medidas para evitar estas situações e, além das punições freqüentes como multas e expulsões, instalaram câmeras de segurança em seus edifícios e solicitaram a cooperação direta da polícia no início dos semestres universitários, que na Índia acontecem nos meses de julho ou agosto.

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